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Mundial'2026: Irão diz que estará nos Estados Unidos, mas exige condições

No contexto da guerra no Médio Oriente.

A Federação de futebol do Irão disse este sábado que o país competirá no Mundial2026, mas exige que os países anfitriões, Estados Unidos, Canadá e México, aceitem as suas condições, no contexto da guerra no Médio Oriente.

Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol
Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol AP

Esta exigência dos iranianos surge depois de o Canadá ter recusado no último mês a entrada no seu território do presidente da federação iraniana, no Congresso da FIFA, devido à sua ligação à Guarda Revolucionária, considerada por Otava uma organização terrorista.

No Mundial, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, persiste a dúvida quanto à presença do Irão, face à guerra no Médio Oriente, desencadeada no final de fevereiro com um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel.

"Vamos participar, mas sem renunciar às nossas crenças, à nossa cultura e às nossas convicções", disse o presidente da Federação Iraniana, Mehdi Taj, em declarações à página oficial do organismo, acrescentando que o Irão qualificou-se por mérito.

Na sexta-feira, o dirigente tinha imposto 10 condições para estar no Mundial, entre as quais a concessão de vistos, o respeito pelo 'staff', a bandeira iraniana e o hino nacional, além de um alto nível de segurança nos aeroportos, hotel e durante os trajetos da equipa.

O secretário de estado norte-americano Marco Rubio já veio assegurar que os internacionais iranianos serão bem-vindos, mas que o seu país poderá recusar a entrada a certos membros da delegação iraniana, face a ligações à Guarda Revolucionária, situação que acontece com alguns jogadores, que efetuaram serviço militar obrigatório.

No Mundial, o Irão deverá ficar sediado em Tucson, no Arizona, integrando o Grupo G, juntamente com Nova Zelândia, Bélgica e Egito.

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