As empresas Cisco Systems, HP, Intel, Microsoft, IBM, Nvidia e Boeing são referidas como potenciais alvos.
A Guarda Revolucionária iraniana, o Exército ideológico da República Islâmica, ameaçou esta terça-feira atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente em caso de "assassínio" de mais responsáveis iranianos.
Fúneral para militares iranianos mortos no conflito com Israel e os Estados UnidosAP
Publicou no seu 'site', Sepah News, uma lista de 18 empresas norte-americanas, entre as quais a Google, a Apple, a Meta e a Tesla, afirmando que estas devem "esperar a destruição" das suas instalações "em todos os países da região" do Médio Oriente, em retaliação por quaisquer outros "assassínios no Irão", a partir das 20h00 de Teerão (17h30 de Lisboa), de quarta-feira.
Em pouco mais de um mês de bombardeamentos ao Irão, os Estados Unidos (EUA) e Israel eliminaram mais de uma dúzia de altos responsáveis religiosos, políticos e militares da República Islâmica, entre os quais o líder supremo, Ali Khamenei (entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei), e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani.
"Aconselhamos os trabalhadores destas instituições a abandonarem imediatamente os seus locais de trabalho para salvar as suas vidas", escreveu a Guarda Revolucionária, no 32.º dia da guerra israelo-norte-americana contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.
"É igualmente aconselhado aos habitantes das zonas próximas destas empresas terroristas em todos os países da região que abandonem as suas casas no raio de um quilómetro", acrescentou o Exército ideológico do regime teocrático iraniano.
As empresas Cisco Systems, HP, Intel, Microsoft, IBM, Nvidia e Boeing são também referidas no comunicado como potenciais alvos.
Os Estados Unidos e Israel justificaram o ataque militar lançado ao Irão a 28 de fevereiro com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início do conflito, que está a abalar a economia mundial, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.
A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situa o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.492, entre as quais 1.574 civis.
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