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Cinco países da América do Sul unem-se para combater o crime organizado

Lusa 07:22
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O encontro reuniu representantes da Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Chile, países afetados por um aumento da insegurança e pela presença de gangues criminosas como o grupo venezuelano Tren de Aragua.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Segurança Pública de cinco países da América do Sul expressaram esta quinta-feira, no Chile, a sua vontade de elaborar um plano comum para conter o avanço do crime organizado internacional.

Cinco países da América do Sul unem-se para combater o crime organizado
Cinco países da América do Sul unem-se para combater o crime organizado AP

O encontro reuniu representantes da Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Chile, países afetados por um aumento da insegurança e pela presença de gangues criminosas como o grupo venezuelano Tren de Aragua.

Todos os países que estiveram neste encontro são liderados por presidentes de direita, recentemente eleitos como é o caso de Peru, Chile e Bolívia.

Os ministros decidiram a criação de um grupo de trabalho encarregado de definir medidas nas áreas de segurança, informações financeiras e fiscais, bem como do controlo da imigração e das fronteiras.

"Unidos, vamos enfrentar a delinquência. Queremos garantir segurança e tranquilidade aos nossos compatriotas", assegurou o ministro chileno dos Negócios Estrangeiros, Francisco Pérez Mackenna.

Na América Latina, onde atuam grupos armados nomeadamente dedicados ao tráfico de cocaína, à extorsão e à exploração mineira ilegal, a taxa de homicídios é de 18 por 100.000 habitantes, ou seja, três vezes a média mundial de 5,6.

Metade está ligada ao crime organizado, afirmou o procurador nacional chileno, Ángel Valencia.

No Equador, outrora refúgio de paz, é de 51 por 100.000 habitantes em 2025, ou seja, um aumento de 550% em apenas cinco anos.

"O próximo passo é apresentar a iniciativa "Compromisso Regional de Santiago" perante a OEA [Organização dos Estados Americanos]", para convidar mais países a trabalhar em conjunto, acrescentou Pérez Mackenna.

A iniciativa foi liderada pelo governo do presidente de extrema-direita José Antonio Kast, que venceu as últimas presidenciais chilenas prometendo combater a delinquência. Embora o Chile continue a ser um dos países mais seguros da região, os homicídios e os sequestros aumentaram com a criação do Tren de Aragua.

Em 2025, a taxa de homicídios era de 5,4 por 100.000 habitantes, ou seja, o dobro de há dez anos, um crescimento que aumentou a sensação de insegurança dos chilenos.

Antes de tomar o poder, José Antonio Kast percorreu vários países da América Latina para tentar coordenar a luta contra o crime organizado. O grupo de trabalho vai reunir-se dentro de seis meses na Argentina.

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