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Artistas agendados para os concertos de aniversário de 250 anos dos EUA desistem

Lusa 07:23
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No país que continua a produzir as maiores estrelas internacionais da música, esta programação de segunda linha suscitou uma avalanche de sarcasmo nas redes sociais.

Dois artistas dos nove previstos para os concertos das celebrações dos 250 anos dos Estados Unidos, marcadas sobretudo pela música pop dos anos 1990, desistiram, e um terceiro manteve a participação, mas publicou uma mensagem hostil a Donald Trump.

O rapper Vanilla Ice
O rapper Vanilla Ice AP

Na quarta-feira, o comité encarregado das celebrações anunciou os nomes dos cantores e grupos previstos para as festividades em Washington, a decorrerem entre 25 de junho e 10 de julho, a maioria dos quais teve o auge da sua carreira no século passado, como o rapper Vanilla Ice, o grupo C+C Music Factory ou o antigo duo Milli Vanilli (um dos dois membros faleceu em 1998).

No país que continua a produzir as maiores estrelas internacionais da música, esta programação de segunda linha suscitou uma avalanche de sarcasmo nas redes sociais.

"Combatemos uma guerra de Independência, uma guerra de Secessão, duas guerras mundiais, vencemos o fascismo e o comunismo (...) E como é que vamos celebrar 250 anos de excecionalismo americano? Um combate [de MMA] e Milli Vanilli", escreveu na rede social X o internauta @cturnbull1968, numa mensagem que resume bem o tom geral.

Mas, a surpresa veio sobretudo do facto de dois dos artistas programados terem desde então anunciado que não viriam.

"Os artistas nunca foram informados da dimensão política do evento. E apesar das afirmações dos organizadores de que é não partidário, a revista Spin descreve-o como 'apoiado por Trump'", publicou Young MC (rapper conhecido por "Bust A Move", em 1989).

O cantor e músico Morris Day, antigo colaborador de Prince, escreveu por sua vez no Instagram que "ao contrário dos rumores, Morris Day and The Time [a sua banda, NDR] não participará" na programação.

Questionada sobre estas desistências, a Casa Branca não respondeu até à tarde de hoje.

Freedom Williams, líder dos C+C Music Factory, defendeu-se por sua vez de forma virulenta: "Eu não tenho nada a ver com o Trump, não ligo ao Trump nem à sua família!", afirmou num vídeo no Instagram muito hostil ao presidente e à sua política.

No entanto, manteve a participação do seu grupo no evento, recusando a qualquer pessoa o direito de lhe ditar o que devia fazer.

Em concerto na quarta-feira à noite na capital americana, o cantor Bruce Springsteen, feroz adversário do presidente, anunciou também a sua presença em Washington, por ocasião de um festival denominado "O Poder ao Povo", onde atuará, entre outros, com os Foo Fighters.

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