Sábado – Pense por si

Leve Leve

Tenho um enorme orgulho na minha terra e não tenho dificuldade em dizer o óbvio: a Madeira foi bafejada por Deus com um esplendor natural difícil de igualar. Mas, depois de ter estado em São Tomé fiquei com a sensação de que, naquele pedaço de terra, Deus se esmerou um pouco (de)mais.

Cuba já não quer bombardear Havana (falta a esquerda portuguesa)

O regime cubano, que passou mais de 60 anos a acreditar que a economia podia ser gerida como quem organiza uma festa de aniversário, "tu levas os salgadinhos, eu trato dos refrigerantes e o Estado decide quanto custa cada um", descobriu agora uma realidade surpreendente: tabelar preços produz escassez, filas, mercado paralelo, corrupção e desinvestimento.

Façam de conta que somos moçambicanos

Se continuarmos neste ritmo, qualquer dia descobre-se em Lisboa as ceroulas da dona Carlota Joaquina, recuperada da escala que o D. João VI fez na Madeira quando se “pisgou” para o Brasil e algum burocrata iluminado decide pedir de volta metade do Jardim Municipal.

Orçamento Terminal

O Conselho das Finanças Públicas já alertou que 2027 e 2028 serão anos “muito desafiantes”, contando que o crescimento da economia portuguesa estagnou entre os 1,6% e 2%, ancorado sobretudo no consumo privado e no turismo.

Como a Ucrânia tornou-se uma potência e ninguém percebeu?

A superioridade ucraniana começou a surgir não na linha da frente, eternamente congelada, mas na profundidade. Refinarias russas, depósitos de combustível, cruzamentos ferroviários, aeródromos e fábricas passaram a ser atingidos por uma combinação de drones baratos, inteligência artificial e mísseis de longo alcance.

Reputação, ou votar com os pés

A reputação não se decreta. Não se impõe com tarifas, nem se conquista com slogans. Constrói-se com previsibilidade, respeito e coerência. E quando se perde, o mundo responde com menos viagens, menos confiança, menos proximidade.

A beleza de matar comunistas

Se alguém publicasse um livro, uma peça de teatro, com esta formulação, seria imediatamente acusado de incitamento ao ódio. Já a inversão, “matar fascistas”, encontra, demasiadas vezes, complacência cultural.

Ver-se Grego

Poucos temas têm sido tão maltratados por este jogo de espelhos como a questão da identidade de género.

Poucochinho

As sondagens continuam a sugerir a mesma conclusão: o atual projeto governativo ainda não convenceu plenamente o eleitorado.

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