Incompreensões
Estamos, felizmente, muito longe dos tempos miseráveis do Estado Novo e talvez ainda haja memória colectiva suficiente do modo como essa corja de patifes tratava os portugueses e, sobretudo, as portuguesas.
Estamos, felizmente, muito longe dos tempos miseráveis do Estado Novo e talvez ainda haja memória colectiva suficiente do modo como essa corja de patifes tratava os portugueses e, sobretudo, as portuguesas.
Trump é a marioneta que eles usam. Trump promete que durante uns dias não haverá ataques, mas logo a seguir Israel com o apoio americano faz novos ataques.
Desde o começo da agressão russa à Ucrânia, a Hungria, não obstante ter eventualmente dado apoio aos diversos pacotes de sanções, tem sido o maior obstáculo a qualquer apoio a Kyiv.
Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, acusou a administração Trump de ceder à pressão de Israel para dar início ao conflito.
O que aconteceu nos EUA com as nomeações de juízes para o Supremo Tribunal Federal feitas por Trump e “carimbadas” pela sua maioria MAGA no Senado, deveria ser um sinal de alerta mais do que suficiente para os perigos que decorrem de um acordo com um partido xenófobo, racista e fascista como é o Chega.
“Este” Israel tem uma capacidade de manipular Trump e foi o que aconteceu. O único limite para essa manipulação, que já teve todos os resultados pretendidos, são os medos de Trump, todos eles associados com os desastres económicos que a guerra provocou, no preço do petróleo, na bolsa e na sua imagem de Capitão América que precisa de proclamar vitória na derrota.
Trump não tem objetivos claramente definidos e pode ter de escalar a guerra no Irão para não ficar com figura de perdedor. Não há plano da Casa Branca, não há consistência nos comportamentos. Putin agradece, Netanyahu sai reforçado. E a base MAGA aceita, passivamente, a enorme contradição de apoiar o contrário daquilo que durante anos exigiu. Demasiado perigoso para ficarmos só a rir de tamanha incoerência.
Seria de esperar que a esmagadora votação no actual Presidente da República tivesse levado Luís Montenegro a perceber que a sua aliança tácita com o Chega era um caminho repudiado por uma enorme maioria dos portugueses e portuguesas que votaram nessa eleição.
Trump de 2026 rebentou com tudo o que Trump do primeiro mandato e até o Trump da campanha para 2024 tinham jurado: passou de "Presidente da Paz" e do "America First" para mais um Presidente dos EUA a fazer uma guerra no Médio Oriente. E logo no Irão. Não foi para isto que a base MAGA votou nele. Mas grande parte desses eleitores nem percebe que foram enganados. A América vai pagar caro este aventureirismo irresponsável. Pior: vai sobrar para nós.
O presidente dos EUA terá oferecido sapatos da marca Florsheim a assessores e membros do governo. O modelo custa cerca de 125 euros e todos se sentem obrigados a usá-los.
Claro que, para Trump, o que está em causa é a tal estância balnear que ele quer construir em Gaza.
Os ataques americano-israelitas ao Irão vão totalmente contra a história do movimento MAGA, que queria acabar com a era do intervencionismo dos EUA nas "Forever Wars". Muitos dos apoiantes Trump nem sequer percebem a contradição. Ou nem querem saber
Bad Bunny pôs os MAGA à beira de um ataque de nervos. Já a toxina que matou Navalny, denunciada por cinco países europeus, não convence a uma Administração Trump pró-russa.
O liberalismo, como modo de vida, nunca criou raízes profundas nesta terra bruta. O português médio sempre preferiu os confortos da unanimidade — e, quando necessário, da inquisição. É isso que explica que, seis anos depois, o dr. Ventura continue a não ser pensável.
Faltam quase três anos para as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas já começa ram as movimentações para saber quem vai correr contra os trumpistas.
Em dez anos Benito Antonio foi de operador de caixa num supermercado em Porto Rico a estrela global. Vai agora atuar no maior palco dos Estados Unidos. "Daqui ninguém me tira, daqui eu não saio”, assegura.