O pai de Camus
Quando um trabalhador agrícola foi condenado à guilhotina, na Argélia francesa, por ter massacrado uma família inteira, o pai fez questão de assistir.
Quando um trabalhador agrícola foi condenado à guilhotina, na Argélia francesa, por ter massacrado uma família inteira, o pai fez questão de assistir.
Julgado em tribunal militar pela prática de 12 crimes de homicídio voluntário e 32 de tentativa de homicídio voluntário, Nidal Malik Hasan foi desonerado do Exército e condenado à morte.
A brutalidade dos crimes é indiscutível. A dor das famílias das vítimas merece todo o respeito. Mas a gravidade de um crime não pode servir para legitimar qualquer forma de punição.
Ideia partiu de secretário de Defesa, Pete Hegseth, e inicialmente tinha merecido a aprovação do presidente.
Vale a pena relembrar os motivos que nos fizeram caminhar para a abolição da pena de morte e das execuções públicas no Ocidente: mais do que razões humanistas, foi a conclusão de que as execuções públicas não cumpriam qualquer função dissuasora.
Na Assembleia da República, a táctica do Chega é fazer intervenções provocatórias muitas vezes insultuosas, para gerar incidentes e, depois, armar-se ou de valentão ou de vítima.
Quando ganham, a primeira coisa que os ditadores fazem é mudar as “regras do jogo”, por forma a perpetuarem o seu jugo sobre as populações que julgavam que estavam apenas a dar vazão ao seu descontentamento com a “Situação”.
Homem de 56 anos, que em 2009 matou 13 pessoas, tem execução marcada para 3 de dezembro e o Pentágono quer transmitir tudo.
JD Vance diz que, se for transmitiudo em direto, não vai ver.
Nidal Malik Hasan matou 13 pessoas numa base militar em 2009 e foi condenado à morte. Execução está marcada para 3 de dezembro.
Trump já havia avançado com execuções federais durante o seu primeiro mandato: na altura, executou 13 reclusos com injeções letais.
Com as contas congeladas, foram impedidos de entrar nas empresas e presos em beliches de Caxias. Alguns, fugiram – um deles pelo telhado de casa.
O recluso que está a cumprir uma pena desde 2002 na Carolina do Sul preferiu balas à injeção letal ou à cadeira elétrica.
Os voos internos são tipo autocarros cheios, sem espaço para nada. Ir aos EUA nestes dias pré-eleitorais é transportar uma sombra sinistra às costas, a da possibilidade da vitória de Trump.
A pena de morte foi abolida em 142 países. Mas, continua a subsistir em mais de 50. E, ao contrário do que se poderia pensar, nestes últimos não se encontram apenas os países menos desenvolvidos. Entre eles estão também os Estados Unidos e o Japão.
"A caminho do cadafalso, os lábios dos socialistas entoam cânticos de confiança na Justiça. Esplêndido", escreve o antigo primeiro-ministro num texto de opinião.