Alves Reis e os bons velhos tempos
Há 100 anos, Portugal não sabia punir os poderosos. Continua a não saber.
Há 100 anos, Portugal não sabia punir os poderosos. Continua a não saber.
A democracia portuguesa é liberal, mas no dia a dia muitas pessoas vivem em micro “regimes” iliberais. As universidades portuguesas são um exemplo.
A Iª República acabou por constituir uma “rampa de lançamento” para a Ditadura Militar que se iniciou a 28 de maio de 1926.
A percepção de que a atitude amoral e o acto imoral, em prejuízo consciente de terceiros, predominam ou, pelo menos, são tolerados entre as elites com poder de decisão, põe em causa a legitimidade dos regimes políticos.
O 25 de Abril teve o papel positivo de travar o caminho para o guerrilheirismo que algumas organizações de extrema-esquerda estavam a caminhar nos anos finais da ditadura.
Há 100 anos, um golpe de Estado que, aparentemente, podia ter sido mais um na conturbada I República, acabou por originar quase cinco décadas e Estado Novo, e um ditador, Oliveira Salazar, que moldaria o país à sua imagem, sob o lema Deus, Pátria e Família.
A marca anunciou o “dia do tanque” na mesma data que marca uma manifestação pela democracia na cidade de Gwangiu, 1980, brutalmente reprimida pelo exército com tanques e helicópteros.
Na noite que passou em Pequim, Trump dedicou-se a explicar que quando Xi falou do declínio da América não era com ele, mas com Biden. Depois voltou aos seus temas favoritos, o salão de baile e uma nova proposta para estragar Washington, um jardim com centenas de estátuas dos” heróis americanos”.
Presidente da República lamentou a morte do artista.
Foi o autor de obras emblemáticas como os cartazes de "O Povo está com o MFA" e centenas de caricaturas ao longo dos anos. Morreu aos 98 anos.
Um dos efeitos dos últimos tempos foi o revelar com maior clareza a colagem do Chega ao regime da ditadura. Já se sabia, mas agora sabe-se melhor, com declarações explícitas como a da “revolução miserável” para o 25 de Abril. (...) Agora perdeu-se a vergonha face a Salazar e Caetano e isso traz mais fragilidade do que força
O histórico socialista continua a publicar e a participar na vida política e cívica.
O último caso aconteceu na noite do sábado, quando Anselmo Vicente, coordenador do partido no Chimoio, centro do país, foi atingido mortalmente a tiro.
E nunca como hoje, porque a capacidade de destruição se tornou tão devastadora e porque é tão intenso e generalizado o desprezo pelos valores fundamentais da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da soberania do Direito sobre a barbárie, se tornou tão necessário demonstrar que, em termos práticos, a vitória sobre essas forças tenebrosas é possível e está ao nosso alcance.
Durante a ditadura, Carlos Brito passou dez anos na clandestinidade e oito anos na prisão. A seguir ao 25 de Abril esteve 16 anos na Assembleia da República.