"É claro que não está na perspetiva nenhum golpe militar para dar cabo da democracia. Os inimigos da democracia já não funcionam assim", disse.
O candidato presidencial António José Seguro avisou este domingo que os "inimigos da democracia" prometem um mundo novo, mas se vencerem as eleições trarão "um mundo velho" que não chegaria com um golpe militar, mas destruindo as instituições por dentro.
Seguro alerta para risco de retrocesso democráticoJOSÉ COELHO/LUSA
Num discurso no final de um almoço com apoiantes num hotel no centro de Aveiro, o candidato presidencial deixou vários alertas sobre uma "democracia com menos qualidade e com uma espessura muito fina", e para um "Estado a abrir fendas e uma sociedade a deslaçar".
"Que permite que os inimigos da democracia se aproveitem disso, de uma forma populista e radical, para prometerem um mundo novo no dia seguinte a eles serem eleitos", disse.
No entanto, para Seguro é claro que estes "inimigos de democracia" "não querem um mundo novo", mas sim o "regresso a um mundo velho" com o qual Portugal acabou há mais de 50 anos com o 25 de Abril que pôs fim à ditadura.
"É claro que não está na perspetiva nenhum golpe militar para dar cabo da democracia. Os inimigos da democracia já não funcionam assim", apontou.
De acordo com o candidato à Presidência da República apoiado pelo PS, estes radicais e populistas vão a eleições, "metem-se dentro das instituições e depois fazem tudo para as destruir".
"Primeiro, retirando-lhes credibilidade para que as pessoas digam: 'a política é isto?'. Depois, colocando no debate coisas que não têm nada a ver com a vida das pessoas para depois irem dizer junto das pessoas 'eles os políticos' - como se eles também não fossem -- 'não tratam dos vossos problemas'", criticou.
Seguro defendeu que há apenas quem assista a esta degradação da democracia e há quem "saia do sofá", colocando-se neste último grupo.
"Eu estava com uma vida tranquila entre a praia da Foz do Arelho, as vinhas em Penamacor e as minhas universidades em Lisboa e olhei para este Estado a abrir fendas, para esta democracia com pouca qualidade, com esta sociedade a deslaçar e levantei-me do sofá", justificou, uma ideia que tem defendido desde que anunciou a sua candidatura.
Mais à frente no seu discurso, o ex-líder do PS defendeu que é preciso preparar Portugal para viver nas mudanças que têm acontecido no mundo, que não é "de limitações e de constrangimentos", mas "de oportunidades à escala mundial e global".
"Dou um exemplo na área da defesa. Toda a gente percebe que hoje é necessário darmos uma prioridade à defesa e à segurança nacional, como não nos era exigida há muitas décadas, desde o fim da Guerra Fria. Eu tenho muitas dúvidas nos tais 5% de que se fala e por isso sempre defendi que, antes de gastar mais, nós devemos gastar melhor", reiterou.
Seguro avisa que "inimigos da democracia" trarão "mundo velho" se forem eleitos
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