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Venezuela: Zelensky diz que Estados Unidos "sabem como lidar com os ditadores"

Kiev tinha já dito que defende "o direito das nações de viver livres de ditadura, opressão e violações dos direitos humanos".

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou este sábado que os Estados Unidos "sabem como lidar com os ditadores", numa referência à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação militar em Caracas.

Zelensky fala sobre como os EUA podem lidar com 'ditadores'
Zelensky fala sobre como os EUA podem lidar com "ditadores" AP Photo/Alex Brandon, File

"O que posso dizer? Se se pode lidar com os ditadores dessa forma, então os Estados Unidos da América sabem o que fazer a seguir", disse Zelensky em declarações à imprensa, após reunir-se com conselheiros de segurança de países europeus, bem como da NATO e da União Europeia, para preparar um novo encontro da chamada “Coligação dos Dispostos”, previsto para terça-feira em Paris.

Kiev tinha já dito que defende "o direito das nações de viver livres de ditadura, opressão e violações dos direitos humanos".

"O regime de Maduro violou todos esses princípios", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sibiha, numa mensagem publicada numa rede social.

Sibiha destacou que "a Ucrânia, como dezenas de países, não reconheceu a legitimidade de Maduro após as eleições fraudulentas e a violência contra manifestantes", referindo-se às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

Os Estados Unidos lançaram hoje “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter “implicações preocupantes” para a região.

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