Sábado – Pense por si

A rainha-mãe  D. Maria Pia  (segunda à dt.ª) num passeio de bicicleta em  Sintra, em 1898
Susana Lúcio

Sintra, o resort da família real

Escolhida pela frescura no século XIV, a vila junto à costa Atlântica tornou-se residência dos monarcas portugueses durante o verão até à perda da independência. No séc. XIX ganhou fama mundial e foi palco de soirées, garden parties , piqueniques e jantares dançantes protagonizados pela alta sociedade.

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Quarto reservado a José Correia da Serra na residência de Thomas Jefferson, em Monticello, Virgínia

O amigo português do Presidente

Cientista e abade nascido em Serpa, amigo íntimo de Thomas Jefferson e seu hóspede privilegiado em Monticello, José Correia da Serra foi uma das figuras mais respeitadas nos EUA no início do século XX e o primeiro embaixador português em Washington.

D. Pedro e a mulher, a princesa Leopoldina, tiveram sempre uma relação muito próxima. A festa do seu casamento foi uma das mais luxuosas do Rio
Ana Taborda

Rio de Janeiro, a capital de todo o império

Para instalar a corte, muitos proprietários tiveram que abandonar as suas casas em 24 horas - a alternativa era a prisão. Passou a haver cabeleireiras e modistas, fizeram-se fábricas e restaurantes. D. João VI libertou e perdoou pelo menos dois escravos.

A fuga da família real para o Brasil

A impressionante operação foi concretizada em três dias e permitiu levar a família real e a corte para o Brasil (no total, nos mais de 40 navios seguiram 15 mil pessoas), para escapar às tropas de Napoleão. E ainda: como ganhar dinheiro com o seu prédio; a primeira reserva natural privada; e um futebolista com uma vida frenética

A fuga da família real portuguesa para o Brasil em 1807
Ana Taborda

A inédita fuga da família real para o Brasil

Era um cenário nunca antes visto: em 1807, 15 mil pessoas embarcaram à pressa de Lisboa para fugir às tropas de Napoleão. Em carruagens que nunca saíram do cais deixaram as pratas das igrejas; no chão e dentro de caixas, à chuva, ficaram os 60 mil livros da valiosa Biblioteca Real. Durante três meses sobreviveram a tempestades e raparam o cabelo para combater ataques de piolhos. Numa escala de um mês em Salvador da Baía, D. João VI abriu os portos da antiga colónia a um mundo que não a conhecia - e que por isso mesmo chegou a enviar patins de gelo e aquecedores para vender nos trópicos.

Luísa Oliveira

São Carlos: um teatro virado do avesso

O edifício está agora de pantanas, mas as portas devem abrir este verão. Relato por entre sinais de perigo, cabos elétricos e maquinaria - com muito pó à mistura

Vanda Marques

A vida privada de D. Pedro IV, rei e imperador

Era hiperativo, sofria de epilepsia e caiu 36 vezes do cavalo. Colecionava amantes – com uma delas trocou mais de 200 cartas – e filhos ilegítimos, mas foi um marido romântico e pai dedicado. Como político, não era agarrado ao poder e escreveu contra a escravatura. Abdicou de dois tronos – o português e o brasileiro –, mas mudou a História para sempre.

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