França 2002 e Portugal 2026 - A falência moral e ética de alguma direita
Os resultados da primeira volta das eleições presidenciais em Portugal não foram tão maus como alguns supunham.
Os resultados da primeira volta das eleições presidenciais em Portugal não foram tão maus como alguns supunham.
O líder do Chega quer alargar base à direita com radicalismo – e ainda sem plano para cenário de vitória.
Rob Reiner e Michele Singer foram encontrados mortos em casa no domingo, em Los Angeles, e Nick, um dos quatro filhos do casal, foi detido na segunda-feira.
A mudança do Chega sobre a reforma laboral, a reboque do impacto da greve, ilustra como a direita radical compete com as esquerdas pelo vasto eleitorado iliberal na economia.
Nick Reiner é o principal suspeito do homicídio dos pais e está detido sob fiança.
O ataque de um bando de nazis a um actor do grupo de teatro A Barraca não é um episódio solto nem apenas cobarde. É cobarde mas é mais do que isso. Ele é a representação simbólica e material da agressão a toda uma sociedade que se revê na cultura.
Tem uma liderança rigorosa e grande capacidade de trabalho e de comunicação. Gouveia e Melo deverá avançar em 2025 como candidato à Presidência da República - a decisão até já foi comunicada aos dois filhos. E ainda: entrevista a Jaime Nogueira Pinto, reportagem numa sala de chuto e a obsessão pelo sono ideal.
Uma leitura, talvez ao contrário do publicitado, mas baseada nos factos, sobre as eleições em França. O velho contrarrevolucionário Charles Maurras dizia que o que parece é. Mas não neste caso, em que existem vitórias visíveis e escondidas.
Na última legislatura, 72% das votações foram conseguidas graças à “grande coligação” entre PPE, Socialistas e Liberais. Os três partidos do arco da governação europeísta têm prioridades capazes de gerar acordos na próxima legislatura. Os trabalhos parlamentares vão depender da coesão do bloco central mas também do peso das direitas radicais.
O 25 de Novembro é “divisivo”? Claro que é: divide os democratas daqueles que sonhavam com uma solução soviética, ou talvez cubana, para Portugal. Pelo mesmo critério, o 25 de Abril também é “divisivo”: divide os democratas daqueles que preferiam a continuidade do Estado Novo.
A Lei do Restauro da Natureza seria, em abstrato, pouco polémica. Trata-se de uma típica política europeia, moderada e pouco interessante. Não obstante, foi arrastada para o olho do furacão.
A previsão é de um relatório do European Council on Foreign Relations. Politólogo André Freire concorda, mas diz que direitas não são todas iguais. Europeias servem "para mandar mensagens aos governos nacionais".
A posição central do Chega não pode ser o único facto político pós-eleitoral. É preciso ver mais longe, e mais perto. Não confundir a causa, a doença e a cura.
Perdoe-se o plebeísmo. Mas há demasiados aspetos na atual situação portuguesa que vêm sendo escondidos pelos otimistas, oficialistas, e outras listas de pensadores confortáveis. A realidade está algures. Aqui. Vivam com ela.
A contenda entre as direitas à direita da AD serviu para a Rui Rocha vincar o seu espaço eleitoral liberal contra o "socialista" Ventura - e, também, para o líder o Chega usar a IL para apelar ao iliberalismo económico e social, que vale uma fatia maior dos votos.
Leia o sexto capítulo da nova obra do escritor e co-argumentista João Tordo, inédita e em exclusivo para a SÁBADO.