Nas cabines do Titanic
A República corrente não é parlamentarista. A legitimidade política maior, aferida pelo voto direto, divide-se entre a AR e o PR. Mas, por razões diversas, as duas instituições estão em crise.
A República corrente não é parlamentarista. A legitimidade política maior, aferida pelo voto direto, divide-se entre a AR e o PR. Mas, por razões diversas, as duas instituições estão em crise.
Charles Dickens, que muitos comparam a um Eça mais sombrio, liberto de balzaquianismos, escreveu o Great Expectations em 1861. Aplica-se ao universo externo de Donald Trump?
Rua do Benformoso, a desembocar no soberbo 1908 Lisboa Hotel, para quem vem de sul, ou na Rua da Mouraria, outrora marco do fado lisboeta, se chegarmos da direção meridional? Conheço, como as palmas das mãos.
Como se previa, 2025 será o ano das pré-presidenciais. É aquele preâmbulo de 12 meses, em que todos os cavalos de batalha, torres, bispos, reis e rainhas aspirantes se colocam no tabuleiro de xadrez.
Há 30 anos, Michael Moore estreou Canadian Bacon, sátira à indústria militar descontrolada, onde se inventa uma guerra entre os EUA e o Canadá, só para vender mais armas, e salvar as fábricas da bancarrota. Projecto para 2025? Só a brincar.
Para a semana olhamos para o que aí vem. Por agora, olhemos para o que ficou. E a primeira reflexão é sobre as legislativas de março, que mudaram quase tudo no País Político, se bem que não na sociedade em curso.
Há e haverá um efeito Trump, com efeito. Mudará as expectativas, as decisões, os atos, palavras e omissões. E se calhar os pensamentos. Mas, nesse efeito, existem qualidades e defeitos. E surpresas
Não sabemos o que será, mas sabemos o que deixou de ser. Há vencedores e vencidos, embora alguns destes finjam que não se passou nada. Em Moscovo e Teerão, os que eram “terroristas” há uma semana são hoje tratados como “o povo em armas”. Já vimos isto.
Sabemos das culpas, das pistas, das realidades negras, da propaganda. Sabemos do sangue, suor e lágrimas das cidades e aldeias ucranianas. Mas está a Rússia por trás de todos os problemas do mundo?
Tinha acabado de entrar na Faculdade de Direito de Lisboa, e corria o chamado “Processo Revolucionário em curso”. Testemunhei o 25 de Novembro, a cada minuto, na rua e nos transportes públicos.
O que dizer de uma equipa que, para o bem e para o mal, influenciará a vida dos americanos e a existência de todos? A radiografia é breve. O diagnóstico é precoce, e precisará de ser revisto