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Um bem apreendido estar a ser usado por um privado? "É inédito"

Só um juiz pode autorizá-lo e Carlos Anjos, ex-inspetor da PJ, diz que em 40 anos não se lembra de um caso. Euclides Dâmaso, procurador-geral adjunto jubilado, diz o mesmo: “Não tenho memória disso. É um caso de grande melindre processual”. Rui Pereira, ex-MAI, diz que não se sabe ainda se PJ foi afastada da investigação

Será muito difícil explicar como é que um atrelado (galera) com bidões de químicos apreendidos numa operação de combate ao tráfico de droga foi parar às mãos de um particular quando estava à guarda da Polícia Judiciária (PJ). Independentemente de o processo judicial estar a decorrer ou já ter terminado, ninguém tem memória de um caso em que tal tenha acontecido - até porque tem de haver autorização de um juiz.

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