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Sócrates critica silêncio do PS sobre escutas a Galamba

Diogo Barreto
Diogo Barreto 11 de dezembro de 2023 às 10:00
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O antigo primeiro-ministro critica o Ministério Público por ter mantido um ministro sob escuta durante quatro anos e Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro pelo seu silêncio.

Num novo texto sobre a OperaçãoInfluencer(é o terceiro), o antigo primeiro-ministro José Sócrates critica o  silêncio dos seus dois principais candidatos à liderança em relação às escutas de que foi alvo o ministro João Galamba, no âmbito da investigação.

José Sócrates refere, no texto publicado esta segunda-feira no Diário de Notícias,que o Partido Socialista sempre "recusou sacrificar as liberdades constitucionais em nome de um qualquer fim social, por mais nobre que fosse" tenha perdido a noção do "significado da coragem política".

Sem nunca se referir diretamente ao nome de João Galamba, que foi um dos seus delfins enquanto liderou o PS, José Sócrates critica o Ministério Público (MP) por ter mais de 80 mil escutas ao longo de quatro anos ao secretário de Estado e ministro dos Governos de José Sócrates. "Um ministro esteve sob escuta das autoridades durante quatro anos. Quatro anos. A violência estatal é completamente obscena, não apenas no sentido de alguma coisa suja e indecente, mas também no sentido de ob-scaena, algo fora de cena, algo de inconcebível em democracia. Mas ninguém disse nada. Ninguém criticou", lê-se no artigo cujo título é "Fora de Cena".

"Dos dois candidatos à liderança do Partido Socialista, dizem que um é moderado e que o outro é corajoso", escreve Sócrates, referindo-se, respetivamente, a José Luís Carneiro e Pedro Nuno Santos, referindo que o segundo "carrega consigo essa marca maldita de independência e de atrevimento que a moderna cultura política associa ao radicalismo político", mas que mesmo assim não se pronunciou sobre a operação levada a cabo pelo MP. Já José Luís Carneiro é " "moderado, tão moderado que a sua sensibilidade política estará sempre mais próxima do prestígio das instituições que dos direitos individuais".

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