Rui Rio mantém suspense, mas mede pulso ao partido

Rui Rio mantém suspense, mas mede pulso ao partido
Margarida Davim 07 de outubro

Ninguém dá como certo que Rui Rio se recandidate. Mas os últimos dias têm sido frenéticos. Ontem, o líder reuniu as distritais, mas não abriu o jogo nem ouviu declarações de apoio. Tabu deve manter-se até ao Conselho Nacional de dia 14.

Nos últimos dias, Rui Rio tem estado quase sempre ao telefone. "Anda a ligar pessoalmente a toda a gente, coisa que nunca fez", garante um ex-apoiante do líder agora convertido em crítico. Outras fontes sociais-democratas contam que desde as autárquicas Rio já fez "dezenas" de telefonemas, muitos deles a autarcas. As eleições de 26 de setembro deram-lhe o pretexto, mas nas entrelinhas o líder tenta perceber se tem margem para uma recandidatura. Correr o risco de ter uma derrota humilhante está fora de questão.

No seu círculo mais próximo, há incentivos a avançar, mas Rui Rio anda a contar espingardas e só vai anunciar uma recandidatura se tiver a certeza de que há hipóteses de voltar a vencer o partido.

A incógnita das distritais
A reunião de ontem à noite, com as distritais, podia ter servido para o líder medir o pulso aos apoios nas estruturas. Mas ninguém abriu o jogo. E houve várias ausências: os líderes de Viana do Castelo, Coimbra e Braga não foram.

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