O presidente da Câmara de Albufeira reagiu: “Não aceito fazer mais casas, mais subsídios ou mais regalias para alguns por apenas pertencerem a determinado grupo ou etnia”.
Rui Cristina, presidente da Câmara de Albufeira, confirmou esta quinta-feira que foi “constituído arguido na sequência de uma denúncia apresentada por uma deputada municipal do PSD”, num vídeo publicado nas redes sociais.
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Rui Cristina revela que foi constituído arguido: 'Quem perdeu nas urnas está a querer ganhar nas queixas'
Esta decisão do Ministério Público surge depois de, em março, terem sido levadas a cabo buscas ao presidente eleito pelo Chega por alegadas declarações públicas de discriminação racial e incitamento ao ódio. A queixa foi feita pela deputada municipal do PSD Helena Palhota que denunciou a forma como o presidente da autarquia se referiu à comunidade cigana.
Agora, Rui Cristina garantiu: “Não aceito fazer mais casas, mais subsídios ou mais regalias para alguns por apenas pertencerem a determinado grupo ou etnia, porque isto não é inclusão, é discriminação contra a maioria dos cidadãos que trabalha”.
O presidente eleito pelo Chega, com uma vantagem de cerca de 1500 votos para a coligação do PSD/CDS-PP, defendeu agora que “quem perdeu nas urnas está a querer ganhar nas queixas, em boicotes e em denúncias caluniosas” e deixou claro que, na sua opinião, “Albufeira e os albufeirenses votaram para acabar com estes favoritismos”.
“Ninguém me cala no dever de defender os albufeirenses. Não fui eleito para agradar a interesses instalados. Fui eleito para pôr ordem”, afirmou ainda o arguido.
Esta não é a primeira polémica em que Rui Cristina se vê envolvido desde que venceu as eleições autárquicas de outubro de 2025. O MP já tinha aberto um inquérito às nomeações da Câmara Municipal de Albufeira devido a contratações suspeitas da sua irmã e de vários candidatos do Chega.
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