Ex-líder do CDS, também conhecido por "Chicão", apoia o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo
O ex-presidente do CDS Francisco Rodrigues dos Santos defendeu esta segunda-feira que depois de um Presidente dos afetos, Portugal precisa de um Presidente dos acertos, considerando que Gouveia e Melo é o candidato mais indicado para essa missão.
Francisco Rodrigues dos SantosSérgio Lemos
"Nós, depois de um Presidente dos afetos, precisamos de um Presidente dos acertos. Portugal agradece os afetos, mas precisa dos acertos para construir o nosso futuro", disse o ex-líder do CDS, num jantar de apoio ao candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo em Alcobaça, no distrito de Leiria.
Para Francisco Rodrigues dos Santos, por ocasião da pandemia de covid-19, Gouveia e Melo conseguiu demonstrar que com liderança, planificação e comando, é possível conduzir uma estratégia de equilíbrio e de competência.
"Conseguiu, pasme-se, aquilo que muitos governos estão há anos a tentar fazer. É colocar a administração pública a funcionar e resgatá-la do estado comatoso em que se encontra", afirmou o antigo líder partidário.
Para Francisco Rodrigues dos Santos, na presidência da República, não se pede obediência, mas sim consciência, que é o que Gouveia e Melo garante.
"Porque em Belém, eu sei que há muitos partidos empenhados nisto que querem criar uma espécie de repartição de promulgações, querem criar uma espécie de notário que apenas assina de cruz os diplomas, ora das maiorias da Assembleia da República, ora dos decretos de lei votados em Conselho de Ministros", criticou.
Na sua intervenção, o ex-presidente do CDS disse ainda que Gouveia e Melo lhe evoca a memória de Ramalho Eanes, que entrou em Belém vindo das Forças Armadas e hoje é considerado "o político e o presidente mais consensual da história da nossa democracia".
No jantar, interveio também Ângelo Correia, antigo ministro do governo de Francisco Pinto Balsemão, que tem marcado presença em algumas ações de campanha do almirante e que declarou estar a apoiá-lo, não só por si, pela sua família e pelos portugueses.
"A voz do povo não chega ao poder. Os intermediários entre as pessoas, o povo e o poder, ficam com tudo. Senhor almirante, precisamos que o povo volte a falar e ser ouvido. Precisamos de uma candidatura popular, acima de tudo em Portugal", afirmou.
Segundo o ex-ministro da Administração Interna, Portugal está cansado de mediocridade, promessas e discursos e precisa de um Presidente da República que una o país e inspire confiança, considerando que a candidatura de Gouveia e Melo é do povo.
"Há pessoas que pensam e que dizem que a sua candidatura é uma espécie de salvação nacional. Não é. O que o povo quer da sua candidatura é que o senhor seja apenas, apenas, um líder nacional", declarou.
E prosseguiu: "Há muitas pessoas que pensam que a sua candidatura é milagrosa. Não é. É apenas uma candidatura de seriedade e honestidade. Há muita gente que pensa que a sua capacidade e o seu dever é múltiplo. E é, porque a sua candidatura é o exemplo a dar como pessoa", concluiu.
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