PSD: "Se houver crise política, não há eleições diretas", diz Silvano

PSD: 'Se houver crise política, não há eleições diretas', diz Silvano
Margarida Davim 13 de outubro

Está instalada a confusão no PSD. Rui Rio mudou de ideias sobre as datas para as diretas, mas não muda a proposta que leva a votos no Conselho Nacional. Oposição interna ainda avalia se apresenta proposta alternativa.

O espectro de uma crise política veio baralhar a disputa interna no PSD. Em poucas horas, a avaliação da direção de Rui Rio sobre a situação política mudou e fez o líder vir a público reconhecer que o calendário, que apenas horas antes tinha sido enviado aos conselheiros nacionais por José Silvano, tinha de ser repensado, para o partido não correr o risco de estar enredado numa disputa interna quando o país se prepara para legislativas. Mas isso não fará Rio mudar a proposta de cronograma que vai levar ao Conselho Nacional (CN) desta quinta-feira. "Se o CN entender que se deve adiar as eleições, alguém tem de traduzir isso numa proposta", diz à SÁBADO o secretário-geral do PSD, José Silvano.

Depois de PCP e BE deixarem claro que, tal como está, não viabilizarão o Orçamento do Estado, na direção de Rio começa-se a fazer contas à hipótese de não haver sequer eleições internas para a liderança.

"Se houver crise política, não há eleições diretas", afirma Silvano. Na prática, Rui Rio tem mandato para ser líder até 9 de fevereiro e a marcação de eleições internas em dezembro seria uma antecipação do calendário, pelo que está nas mãos de Rio decidir se vai ou não a votos no PSD antes de ir a votos no país.

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