Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

PS diz que não será pelo partido que se fará uma revisão constitucional

Lusa 12 de maio de 2026 às 21:54
As mais lidas

Para os socialistas "a revisão constitucional não é efetivamente uma prioridade", ficando implícito que o partido não deverá apresentar um projeto nesta fase.

O PS recusou esta terça-feira que a revisão constitucional seja uma prioridade e disse que não será pelos socialistas que esta se fará agora, mostrando agrado pelo PSD se escusar a avançar com um projeto no processo desencadeado pelo Chega.

Assembleia da República
Assembleia da República Lusa

Segundo fonte do Secretariado Nacional do PS adiantou à Lusa, estas foram as posições defendidas por este órgão do partido, que está esta terça-feira reunido na sede socialista, em Lisboa.

"Não será pelo PS que se fará uma revisão constitucional agora", referiu a mesma fonte.

O PS regista ainda "com agrado a posição que o PSD hoje transmitiu por um alto responsável do seu grupo parlamentar".

Para os socialistas "a revisão constitucional não é efetivamente uma prioridade", ficando implícito que o partido não deverá apresentar um projeto nesta fase.

"Os portugueses não pedem uma revisão constitucional, pedem soluções para o custo de vida, para a habitação, para a saúde para os salários e rendimentos", defendeu a mesma fonte do Secretariado Nacional do PS.

O vice-presidente da bancada do PSD António Rodrigues afirmou esta terça-feira na TSF que o partido não entregará qualquer projeto de revisão constitucional no processo desencadeado pelo Chega e inviabilizará as propostas deste partido.

Em declarações ao programa da rádio TSF "Na Ordem do Dia", o dirigente social-democrata foi questionado sobre o processo desencadeado na semana passada pelo Chega e se é claro que, nos próximos 30 dias (como obriga a Constituição), os sociais-democratas não irão apresentar nenhuma proposta de alteração à Constituição.

"É claro e é óbvio. Nós desde o início desta legislatura que afirmámos que, a fazermos uma aproximação à questão da revisão constitucional, apenas a faríamos na segunda metade da legislatura", afirmou.

Na quinta-feira, data em que o Chega entregou o seu projeto, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, tinha recordado que os sociais-democratas entendem que a revisão constitucional só deve acontecer na segunda metade da legislatura, sem responder tão claramente se os sociais-democratas iriam apresentar um projeto nos próximos 30 dias.

Minutos antes, o presidente do Chega, na apresentação do seu projeto, tinha afirmado que o PSD tinha abertura para participar no processo de revisão constitucional e o seu partido "abertura para ser flexível na calendarização dos trabalhos".

"Se apresentámos agora é porque achamos que há condições para uma calendarização conjunta (...) Espero que haja até final do ano um memorando de entendimento constitucional", disse então Ventura.

Sobre a forma prática como poderia fazer essa concertação, o líder do Chega admitiu uma figura como "uma suspensão extraordinária dos trabalhos" aprovada em plenário por PSD e Chega.