Para os socialistas "a revisão constitucional não é efetivamente uma prioridade", ficando implícito que o partido não deverá apresentar um projeto nesta fase.
O PS recusou esta terça-feira que a revisão constitucional seja uma prioridade e disse que não será pelos socialistas que esta se fará agora, mostrando agrado pelo PSD se escusar a avançar com um projeto no processo desencadeado pelo Chega.
Assembleia da RepúblicaLusa
Segundo fonte do Secretariado Nacional do PS adiantou à Lusa, estas foram as posições defendidas por este órgão do partido, que está esta terça-feira reunido na sede socialista, em Lisboa.
"Não será pelo PS que se fará uma revisão constitucional agora", referiu a mesma fonte.
O PS regista ainda "com agrado a posição que o PSD hoje transmitiu por um alto responsável do seu grupo parlamentar".
Para os socialistas "a revisão constitucional não é efetivamente uma prioridade", ficando implícito que o partido não deverá apresentar um projeto nesta fase.
"Os portugueses não pedem uma revisão constitucional, pedem soluções para o custo de vida, para a habitação, para a saúde para os salários e rendimentos", defendeu a mesma fonte do Secretariado Nacional do PS.
O vice-presidente da bancada do PSD António Rodrigues afirmou esta terça-feira na TSF que o partido não entregará qualquer projeto de revisão constitucional no processo desencadeado pelo Chega e inviabilizará as propostas deste partido.
Em declarações ao programa da rádio TSF "Na Ordem do Dia", o dirigente social-democrata foi questionado sobre o processo desencadeado na semana passada pelo Chega e se é claro que, nos próximos 30 dias (como obriga a Constituição), os sociais-democratas não irão apresentar nenhuma proposta de alteração à Constituição.
"É claro e é óbvio. Nós desde o início desta legislatura que afirmámos que, a fazermos uma aproximação à questão da revisão constitucional, apenas a faríamos na segunda metade da legislatura", afirmou.
Na quinta-feira, data em que o Chega entregou o seu projeto, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, tinha recordado que os sociais-democratas entendem que a revisão constitucional só deve acontecer na segunda metade da legislatura, sem responder tão claramente se os sociais-democratas iriam apresentar um projeto nos próximos 30 dias.
Minutos antes, o presidente do Chega, na apresentação do seu projeto, tinha afirmado que o PSD tinha abertura para participar no processo de revisão constitucional e o seu partido "abertura para ser flexível na calendarização dos trabalhos".
"Se apresentámos agora é porque achamos que há condições para uma calendarização conjunta (...) Espero que haja até final do ano um memorando de entendimento constitucional", disse então Ventura.
Sobre a forma prática como poderia fazer essa concertação, o líder do Chega admitiu uma figura como "uma suspensão extraordinária dos trabalhos" aprovada em plenário por PSD e Chega.
PS diz que não será pelo partido que se fará uma revisão constitucional
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