Em resposta ao repto lançado por André Ventura, de adiar por uma semana a segunda volta das eleições presidenciais em todo o país, o candidato apoiado pelo PS diz que "têm de ser as autoridades a decidir". "Sou um mero cidadão que se candidata a Presidente da República", refere.
António José Seguro respondeu ao repto de André Ventura para o adiamento por uma semana das eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 8, mas indicando que isso apenas deverá acontecer nos concelhos afetados pelo mau tempo. “Não vejo nenhum problema em que, para além das eleições que se vão realizar neste domingo, que nos concelhos em que os presidentes de câmara entendam que não há condições agora, de fazer as eleições no domingo a seguir”, disse aos jornalistas.
Seguro só aceita adiamentos "dentro do quadro legal e constitucional" JOSÉ COELHO/LUSA
O candidato presidencial recorda que já houve portugueses que votaram antecipadamente nas eleições. “O que considero essencial é que as eleições se realizem e que todos os portugueses possam ter a possibilidade de votar”, assinalou. Quanto ao adiamento em todo o país, Seguro refere “que têm de ser as autoridades portuguesas a pronunciar-se. Sobre isso sou um mero cidadão que me candidato a Presidente da República".
Seguro disse ainda que “está disponível para encontrar soluções que favoreçam os portugueses dentro do quadro constitucional e legal do nosso país”. Sobre ser contactado pelo adversário, André Ventura, sobre a proposta de adiamento da segunda volta das eleições para dia 15, Seguro refere que “não tem o número” de Ventura “e presume que ele não tenha o seu".
O candidato apoiado pelo PS elogiou ainda a decisão da presidente da Câmara de Alcácer do Sal, a única até agora que pediu o adiamento das eleições a nível local. Recorde-se que a CNE, em comunicado, veio esclarecer que os autarcas cujos concelhos estão em situação de calamidade no dia das eleições, ou até três dias antes, podem pedir o adiamento das eleições por uma semana. Neste momento, há 69 concelhos em situação de calamidade, decretada até dia 8 - precisamente o dia da segunda volta das presidenciais - pelo Governo.
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