As habitações afetadas pelos efeitos do mau tempo localizam-se nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Caldas da Rainha.
Dezasseis pessoas foram esta quinta-feira deslocadas de casa devido ao mau tempo na região Oeste e uma mulher transportada ao hospital por hipotermia, ao tentar atravessar uma estrada inundada no Bombarral, segundo o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.
Elementos do Exército observam uma casa parcialmente submersa na zona ribeirinha de Vila Nova da Rainha, AzambujaJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
“Retirámos nove pessoas em Alcobaça e sete em Óbidos por precaução dados os riscos de haver vítimas do mau tempo”, afirmou o comandante regional, Carlos Silva.
As habitações afetadas pelos efeitos do mau tempo localizam-se nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Caldas da Rainha.
No Bombarral, “uma mulher foi retirada de uma viatura com água e transportada ao hospital em estado de hipotermia, depois de ter tentado atravessar uma estrada que tinha um metro de altura de água”, adiantou o responsável.
Nas últimas 24 horas, registaram-se na zona Oeste 400 ocorrências relacionadas sobretudo com inundações e aluimentos de terras, que mobilizaram 1.249 operacionais e 568 meios terrestres.
Segundo o comandante, a Proteção Civil está “à espera que os caudais dos rios baixem para retirar água de caves e proceder a limpezas”.
“O que é mais constrangedor são os aluimentos de terras, que provocam danos em estradas e condutas de água, causando ruturas no abastecimento de água”, acrescentou.
Em Peniche, foram resgatados 18 cães de um canil particular, que foram reencaminhados, uma parte para o canil municipal e outra parte para a habitação da proprietária, assim como três centenas de ovelhas, devido a inundações provocadas pelo rio de São Domingos.
Apesar de se prever um agravamento da precipitação para a noite de hoje e dia de sexta-feira, foi decido manter na quinta-feira as escolas encerradas nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Bombarral e Alenquer.
“O desagravamento do tempo não se vai sentir de imediato, porque as estradas estão muito saturadas de água”, alertou.
Dado o alerta vermelho para a subida do caudal do rio Tejo, são esperadas inundações na zona ribeirinha do Tejo no concelho de Alenquer.
“A água já está a passar a Estrada Nacional 3 e prevemos encerrar a EN3 e a Autoestrada 1 em breve, respetivamente na Ota e Carregado.
Neste sentido, apela à população para evitar circular nas zonas costeiras e ribeirinhas, respeitar a sinalização, adotar comportamentos de risco e, nas zonas inundáveis, salvar bens, garantir mantimentos e condições até que os níveis da água baixem em habitações atingidas.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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