Nas rondas de perguntas rápidas, houve consenso dos candidatos quanto à rejeição da alteração para um mandato único do Presidente da República e todos negaram pertencer à maçonaria ou a outra organização secreta.
Os oito candidatos à Presidência da República que participaram esta sexta-feira no debate da rádio manifestaram posições divergentes sobre o eventual envio de tropas de manutenção de paz para a Ucrânia, admitido pelo primeiro-ministro.
Eleições presidenciaisManuel Fernando Araújo/Lusa
O tema surgiu durante o debate transmitido em simultâneo nas rádios Antena 1, Renascença, TSF e Observador, a partir das instalações da RTP, em Lisboa, no contexto da pergunta sobre se o envio daquelas tropas portuguesas deve ser precedido de referendo.
Luís Marques Mendes, apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS), salientou que se houver um acordo de paz ou de cessar-fogo na Ucrânia, "há um ponto essencial que são as garantias de segurança contra uma eventual invasão futura", realçando o "trabalho notável" que o país tem feito em termos de forças de manutenção de paz.
Já André Ventura, apoiado pelo Chega, considerou que se deve "evitar ao máximo ter jovens portugueses" na guerra no leste da Europa, embora tenha defendido "o apoio incondicional à Ucrânia para vencer a Rússia", e considerou que devem ser exigidas garantias de transparência à Ucrânia relativamente ao uso do dinheiro que tem sido enviado.
Por seu turno, António Filipe, apoiado pelo PCP, esclareceu que um referendo sobre esta matéria não é constitucionalmente possível e disse não ver "interesse nacional que deva ser defendido com envio de tropas portuguesas para a Ucrânia".
Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, lembrou o exemplo do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, que não autorizou o envio de tropas para a guerra do Iraque, "e bem" na sua opinião, ressalvando que numa situação de paz na Ucrânia "é preciso saber que paz é essa".
Já o almirante Henrique Gouveia e Melo manifestou-se contra essa participação das tropas portuguesas e apontou que "naquele cenário, qualquer força de manutenção de paz pode-se ver envolvida num conflito", com Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a apontar que "as missões de manutenção de paz são sempre perigosas" e que "a defesa da Europa e de Portugal está neste momento a jogar-se em Kiev".
Pelo contrário, João Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, considerou que "é um interesse vital Portugal garantir que não há no extremo oriental da Europa um tirano com ambições imperialista", referindo-se ao presidente russo, Vladimir Putin.
Nas rondas de perguntas rápidas, houve consenso dos candidatos quanto à rejeição da alteração para um mandato único do Presidente da República e todos negaram pertencer à maçonaria ou a outra organização secreta.
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