Plano passa a nacional, mas verba de 30 milhões mantém-se. Cuidadores informais ponderam manifestação

A proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano volta a ser de 30 milhões de euros para os cuidadores informais, mas agora para um plano a nível nacional que deveria, aliás, ter sido colocado em prática este ano. A lei ainda não foi reformulada e as barreiras continuam.

A proposta do Orçamento do Estado para 2022 atribui uma verba de 30 milhões de euros para o estatuto dos cuidadores informais, à semelhança daquilo que aconteceu nos últimos dois anos, e a Associação Nacional dos Cuidadores Informais pondera sair à rua em protesto. Motivo: a lei ainda não foi reformulada e os 30 milhões previsto para o próximo ano englobam mais de 300 municípios - nos anos anteriores englobavam apenas 30. 

"Se fizermos as contas com os 30 milhões, ainda sobra dinheiro, porque o Governo, quando fez os projetos-lei, colocou uma série de barreiras", explicou Maria dos Anjos Catapirra, da Associação Nacional dos Cuidadores Informais. Aliás, basta olhar para os números dos últimos anos: em 2020, dos 30 milhões previstos, foram utilizados apenas 206 mil euros e, este ano, dos também 30 milhões foram utilizados 700 mil euros até junho. 

Segundo a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, entregue na segunda-feira no Parlamento, os 30 milhões serão aplicados no "
subsídio de apoio aos cuidadores informais", com o objetivo de "acautelar aos cuidadores informais medidas que promovam a conciliação entre a atividade profissional e a prestação de cuidados ao cuidador informal não principal". Neste ponto, ao contrário dos últimos dois anos, não há referências ao estatuto do cuidador informal. 

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