PJ faz buscas ao FC Porto e a laboratórios

MP e PJ têm dois processos: um visa crimes de saúde pública devido a testes Covid a jogadores de futebol, o outro está centrado em suspeitas de fraude fiscal e branqueamento em negócios com transferências de atletas.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), um órgão do Ministério Público (MP) especializado em criminalidade complexa, e a Polícia Judiciária (PJ) têm em curso uma operação de buscas e apreensão de documentos centrada sobretudo na área metropolitana do Porto e no Algarve. A diligência no terreno está a ser feita no âmbito dos chamados processos do futebol, é dirigida pelo procurador Hugo Neto e visa as instalações das SAD do Futebol Clube do Porto e do Portimonense, além de altos responsáveis destas duas sociedades anónimas desportivas e de empresas privadas.

Um comunicado de hoje do MP confirma a existência apenas de um inquérito crime e a realização de "uma dezena de buscas, designadamente domiciliárias e a laboratórios de análises clínicas" feitas por magistrados judicais e do MP e elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ). No entanto, o documento do MP não faz qualquer referência a alvos concretos e omite até que a operação de buscas tenha visado sequer alguma sociedade anónima desportiva. Mas a SAD do Porto já confirmou que "decorreram buscas nas suas instalações e no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia", especificando que "a investigação que tem por objecto o resultado do teste à covid-19 necessário para a viagem realizada em janeiro de 2021 por um jogador do seu plantel principal." O comunidado em causa não faz qualquer referência ao facto do presidente da SAD, Pinto da Costa, ser ou não alvo de um processo crime que visa.

Segundo o comunicado do MP, na origem desta investigação está uma viagem de "uma viagem de avião, para o estrangeiro, realizada por um jogador de futebol profissional, alegadamente infetado com covid-19, atuação suscetível de configurar a prática de um crime de propagação de doença, alteração de análise ou de receituário", um crime que prevê uma pena de prisão de um a oito anos.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais