O processo começou logo de manhã, com um sorteio dos candidatos para que pudessem apresentar os seus projetos, mas compareceu apenas o professor Paulo Pereira, acrescentou fonte da instituição, lembrando que alguns dos seis candidatos já tinham anunciado que tinham desistido de concorrer.
O investigador Paulo Pereira foi esta quarta-feira reeleito reitor da Universidade Nova de Lisboa com 15 votos, mais do que na eleição realizada no ano passado, que foi contestada arrastando o processo até agora.
Paulo Pereira reeleito reitor da Univerdade Nova de LisboaPedro Catarino
A Universidade revela que o Conselho Geral da instituição elegeu hoje o professor na faculdade de Ciências Médicas Paulo Pereira como reitor da Nova para o mandato 2026-2030, "reforçando o apoio obtido no processo eleitoral anterior, com um total de 15 votos".
O processo começou logo de manhã, com um sorteio dos candidatos para que pudessem apresentar os seus projetos, mas compareceu apenas o professor Paulo Pereira, acrescentou fonte da instituição, lembrando que alguns dos seis candidatos já tinham anunciado que tinham desistido de concorrer.
Assim, Paulo Pereira foi eleito com 15 votos, mais do que em setembro, quando se realizou pela primeira vez esta eleição.
"Recebo este resultado com sentido de responsabilidade e gratidão pela confiança renovada da comunidade académica. O facto de ter sido registado um aumento do apoio face ao processo anterior reforça o compromisso de continuarmos a trabalhar com estabilidade, proximidade e ambição para o futuro da Universidade", afirmou o reitor.
Paulo Pereira prometeu que a instituição irá continuar a funcionar "com estabilidade, normalidade e pleno compromisso com a sua missão de ensino, investigação e serviço à sociedade".
A eleição do reitor da Universidade NOVA de Lisboa esteve envolta em polémica desde o inicio, levando a dois adiamentos.
Na terça-feira, mais de 120 docentes da instituição escreveram uma carta aberta ao Conselho Geral a apelar à participação na eleição do reitor para que o ato eleitoral se concretizasse.
Os subscritores manifestaram-se preocupados com o impacto na imagem pública da NOVA de um processo que se arrasta desde o ano passado.
Dirigindo-se aos membros do Conselho Geral, órgão que elege o reitor, os docentes sublinharam que a participação na eleição representa "um sinal de responsabilidade institucional, de respeito pelo processo democrático e de compromisso com o regular funcionamento da universidade".
A escolha do reitor deveria ter acontecido a 30 de abril, mas o ato eleitoral não se realizou por falta de quórum do Conselho Geral, à semelhança do que já tinha acontecido a 24 de abril, data da primeira convocatória.
O processo arrasta-se desde o ano passado, quando a eleição de Paulo Pereira para novo reitor foi contestada pelo professor Pedro Maló, cuja candidatura não foi admitida.
Em março, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa deu razão a Pedro Maló, e ordenou a repetição de "todos os atos do procedimento eleitoral".
A instituição garantiu sempre que continuava a funcionar normalmente, uma vez que Paulo Pereira se mantinha em plenas funções desde a sua eleição em setembro, sucedendo assim a João Sàágua.
Após a decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, a NOVA agendou a eleição para 24 de abril.
Na corrida a estas eleições estiveram seis candidatos: o professor na faculdade de Ciências Médicas, Paulo Pereira, a investigadora na FCT e ex-ministra Elvira Fortunato, o professor na faculdade de Economia e Gestão (NOVA SBE) João Amaro de Matos, o docente da FCT José Alferes, a professora de Física e Astronomia na The Catholic University of America Duilia de Mello e o professor da FCT Pedro Maló, que impugnou as eleições do ano passado.
De acordo com o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), em vigor desde 2007, o reitor é eleito em eleições indiretas pelo Conselho Geral, cujos membros, por sua vez, são em parte eleitos diretamente pela comunidade académica e os restantes cooptados pelos membros eleitos.
Após a entrada em vigor do novo RJIES, aprovado na sexta-feira pela Assembleia da República, o reitor passará a ser eleito por voto direto da comunidade académica, incluindo antigos estudantes e pessoal técnico, especialista e de gestão.
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