O Presidente da República admite que a falta de telecomunicações nas zonas afetadas pela tempestade são graves, e que as operadoras se "portaram mal", embora não tão mal quanto nos incêndios de 2017.
O Presidente da República considera que as operadoras de telecomunicações se portaram "mal" na resposta às regiões afetadas pela tempestade Kristin, que devastou vários concelhos do distrito de Leiria. "As comunicações portaram-se mal", vincou Marcelo Rebelo de Sousa durante uma das visitas.
Marcelo Rebelo de Sousa numa visita a Ourém
Ainda assim, as críticas são mais suaves quando comparadas à situação dos incêndios de 2017, quando a mesma região foi severamente afetada. Portaram-se mal, "mas não tão gravemente como no tempo de 2017", em referência a Pedrógão Grande.
Reconhecendo que a Vodafone foi a operadora que se aguentou "um bocadinho" melhor quando comparada com as outras, o tempo foi curto. "Ficou tudo sem comunicações", reiterou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, apontando que se verificaram melhorias quando comparado com a altura dos incêndios, em que a rede se desligou quase instantaneamente.
O Presidente da República recordou também a ida a uma escola no município de Ourém, em que "60% a 70% dos alunos puseram o dedo no ar" quando foi colocada a questão de quem ainda não tem as telecomunicações restabelecidas.
Em publicações nas redes sociais, os CEO das operadoras revelam que estão a trabalhar para repor as comunicações o mais rapidamente possível. A líder da Meo, Ana Figueiredo, escreveu na segunda-feira que "desde a primeira hora, temos mais de 1.500 técnicos nas zonas afetadas, apoiados por equipas que estão em coordenação permanente com a ANEPC, autoridades locais, municípios e E-Redes", com a operadora a marcar presença nas reuniões da Proteção Civil. Apesar das equipas estarem mobilizadas para minimizar os impactos da depressão Kristin, a CEO da Meo assumiu que "as condições atmosféricas e do terreno continuam muito adversas, dificultando significativamente a ação das nossas equipas".
Também Miguel Almeida, CEO da Nos, partilhou que as "equipas estão no terreno desde o primeiro minuto, a trabalhar sem parar para manter e restabelecer as comunicações, em condições extremamente difíceis". "Sabemos o impacto que esta situação está a ter no dia a dia de tantas pessoas e continuaremos totalmente empenhados em apoiar as operações de emergência e em repor os serviços o mais rapidamente possível", escreveu no LinkedIn.
Também a Vodafone reagiu à falta de telecomunicações nas zonas afetadas. "Face aos estragos da depressão Kristin, a Fundação Vodafone ativou pela primeira vez em Portugal a equipa INER com voluntários preparados para agir nas primeiras horas de uma emergência. Em coordenação com a Proteção Civil, estão em locais críticos da região centro, onde já instalaram quase uma dezena de sistemas de comunicações via satélite que permitem o acesso a Wi-Fi nas zonas mais afetadas", lê-se numa partilha da operadora.
Operadoras "portaram-se mal" na resposta após tempestade Kristin, diz Marcelo
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