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O sniper secreto que matou por Portugal em Moçambique

Durante 50 anos, João Costa da Silva guardou segredo sobre o seu verdadeiro papel na Guerra Colonial em Moçambique. Com o nome de código Combako, teve treino especial nas Comores e participou nas operações secretas de Jorge Jardim para eliminar altos dirigentes políticos e militares da Frelimo que atravessaram fronteiras para o território da Tanzânia.

Em meados de dezembro de 2022, uma carta assinada por um ex-fuzileiro da Marinha chegou ao gabinete da então ministra da Defesa Helena Carreiras. Nela, um homem chamado João Costa da Silva, de 73 anos, antigo combatente na Guerra Colonial, e ex-deputado do PSD na Assembleia da República (1987-1991), reclamava ao Estado português o direito “de ser ressarcido” com a atribuição de uma pensão por serviços excecionais e relevantes “pelo esforço com permanente risco de vida” em operações que cumprira durante a sua passagem por Moçambique, entre 1971 e 1973.

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