Os primeiros dois meses de 2020 registaram mortalidade abaixo dos últimos cinco anos mas, nos últimos seis meses, morreram mais 6 mil pessoas do que no período entre 2015 e 2019. E apenas 1.822 foram atribuídas à covid-19.
Quase metade das mortes registadas em Portugal na semana de 16 a 23 de março ocorreu em casa ou outro local fora do hospital, segundo dados preliminares hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
"Embora a maior proporção de óbitos tenha sempre ocorrido em estabelecimento hospitalar, a partir de 02 de março a proporção de óbitos em domicílio e outro local foi superior à média de 2015-2019, atingindo na semana 12 (16 a 23 de março) 46,1% do total de óbitos nessa semana", escreve o INE numa informação relativa ao acompanhamento da pandemia de covid-19.
De acordo com os dados disponíveis, até 30 de agosto, registaram-se este ano 79.860 óbitos, número superior ao observado em anos anteriores. Comparativamente à média de óbitos para o período homólogo de 2015-2019, em 2020 registaram-se mais 4.791 óbitos.
Nos primeiros dois meses de 2020, o número de mortes foi, em geral, inferior aos valores médios observados nos últimos cinco anos, mas enquanto em anos anteriores a mortalidade continuou a decrescer nos meses seguintes, em março deste ano começou a aumentar.
Entre 02 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos de covid-19 em Portugal, e 30 de agosto, morreram 57.971 pessoas, mais 6.312 do que a média registada no período homólogo de 2015-2019. "Destes, 1.822 foram atribuídos à covid-19", precisa o INE.
Entre 02 de março e 30 de agosto, morreram 28.400 homens e 29.391 mulheres (mais 2.597 e mais 3.715, respetivamente, em relação à média do período homólogo em análise).
Segundo o INE, o aumento dos óbitos em 2020, relativamente à média de 2015-2019, atingiu um primeiro pico na semana de 06 a 12 de abril e registou o valor mais elevado na semana de 13 a 19 de julho, mais cerca de 800 óbitos, a que "não terá sido alheio o facto de o mês de julho de 2020 ter sido extremamente quente".
"O acréscimo da mortalidade verificado a partir de março, relativamente à média dos últimos cinco anos, só é explicado em parte pelos óbitos atribuídos à COVID-19", assegura o INE.
Mais de 70% dos óbitos foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos.
O maior acréscimo no número de óbitos relativamente à média 2015-2019 registou-se na região Norte, com exceção da última semana de junho e as primeiras de julho, em que o acréscimo foi superior na Área Metropolitana de Lisboa.
AH // ZO
Lusa/fim
Nos últimos seis meses, morreram mais seis mil pessoas que em anos anteriores
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