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Mulher morta em Vieira do Minho foi "esganada", marido suspeito do homicídio

07 de março de 2019 às 16:58
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Polícia Judiciária indica que mulher terá sido assassinada "num quadro de violência conjugal". Advogado do suspeito assumiu crimes de violência doméstica mas não o de homicídio.

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga anunciou esta quinta-feira, em comunicado, que a mulher que morreu na quarta-feira em Salamonde, Vieira do Minho, terá sido esganada, "num quadro de violência conjugal". Em comunicado, a PJ acrescenta que já foi detido um homem "sobre o qual recaem fortes suspeitas da prática de um crime de homicídio qualificado". Fonte da PJ disse àLusaque o detido é marido da vítima.

"A vítima, uma mulher com 39 anos de idade, terá sido morta por esganamento, num quadro de violência conjugal", refere o comunicado. O detido, com 44 anos e motorista profissional, vai ser presente às autoridades judiciárias competentes, para primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação. A morte ocorreu na noite de quarta-feira, tendo o marido na vítima ido entregar-se às autoridades.

Suspeito assumiu agressões, mas não homicídio

O advogado do suspeito disse que este, quando se entregou na GNR, assumiu o crime de violência doméstica e não o de homicídio. "O meu cliente não assumiu, nem assume, a autoria do homicídio. Quando se entregou na GNR, disse que agrediu a mulher, nunca disse que a matou", referiu o advogado João Magalhães, à Lusa. Acrescentou que, quando o homem abandonou o local, a mulher ainda estaria viva.

Disse ainda que no local também se encontrava o alegado "amante" da vítima, tendo sido este quem deu o alerta às autoridades. "O que aconteceu no local após a saída do meu cliente, não sabemos", acrescentou. Segundo João Magalhães, o marido, na noite de quarta-feira, terá tido uma discussão com a vítima, acusando-a de infidelidade.

"A mulher ainda terá tentado tirar-lhe uma avultada quantia em dinheiro que ele tinha no bolso da camisa, houve zaragata, agressões, estaladas, após o que o meu cliente abandonou a casa", acrescentou. O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho uma unidade de alojamento local e um restaurante. Segundo fonte da GNR, esta força não tem nos seus registos qualquer histórico em relação ao casal, ambos na casa dos 40 anos.