Sábado – Pense por si

Montenegro diz que executivo "é um susto" e discurso de Costa "fantasia socialista"

26 de outubro de 2019 às 16:47
Capa da Sábado Edição 26 de agosto a 1 de setembro
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 26 de agosto a 1 de setembro
As mais lidas

O candidato à liderança do PSD salientou que o discurso do primeiro-ministro momentos depois de o Presidente da República lhe ter dado posse "é uma barbaridade de autoelogios".

O candidato à presidência do PSDLuís Montenegrocriticou o novo Governo que tomou este sábado posse, considerando que "é um susto", e classificou o discurso do primeiro-ministro, António Costa, como "a fantasia socialista em todo o seu esplendor".

"EsteGovernoé um susto! Tem governantes a mais, tem Estado a mais, tem PS a mais", escreve o antigo líder parlamentar numa nota enviada à agência Lusa, na qual sustenta que o executivo hoje empossado "é um Governo do aparelho partidário socialista e do aparelho socialista na administração pública".

Na ótica de Montenegro, o XXII Governo Constitucional tem "sociedade civil a menos, tem independentes a menos, tem experiência empresarial a menos".

O candidato à liderança doPSD- lugar atualmente ocupado por Rui Rio, que também vai disputar as diretas do partido - salientou que o discurso do primeiro-ministro momentos depois de o Presidente da República lhe ter dado posse "é uma barbaridade de autoelogios" e espelha "a fantasia socialista em todo o seu esplendor".

"Parece que está tudo bem", critica o social-democrata, vincando que "as pessoas merecem mais respeito e mais pudor", e questiona se o socialista António Costa "ainda está em modo de campanha e não percebe o caos que reina, por exemplo, no setor da saúde".

Na nota, Luís Montenegro comenta também "o esboço de programa de Governo anunciado", sublinhando que "é mais do mesmo", com "os mesmos princípios, a mesma lengalenga".

E aponta "várias lacunas": "não fixa um objetivo de crescimento económico ao nível dos nossos principais competidores europeus, como todos os países de leste", "a falta de perspetiva de baixa de impostos - uma medida essencial de competitividade fiscal e atração de investimento" ou "a manutenção de um fraquíssimo investimento público, cuja maior omissão se faz sentir na saúde, que devia ser a prioridade das prioridades para o Governo".

Numa ótica interna, sobre o posicionamento do PSD, o candidato à liderança do partido advoga que se exige "a construção de uma alternativa clara, forte e consistente".

"A alternativa não se faz dando a mão ao PS, tem de acabar o tempo de o PSD andar de cócoras perante o PS. Comigo esse tempo vai acabar", vinca, justificando que "o interesse nacional exige uma oposição firme e uma alternativa a sério".

As eleições diretas para escolher o novo presidente do PSD realizam-se em janeiro e o Congresso em fevereiro, com as datas concretas a serem marcadas no Conselho Nacional de 08 de novembro, em Bragança.

Até agora, assumiram-se como candidatos à liderança do PSD o presidente Rui Rio, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz.

Descubra as
Edições do Dia
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui , para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana.
Boas leituras!
Ajuizando

Arte redentora

Estudos recentes demonstram que atividades artísticas – como desenho, pintura, escultura ou colagem – não só promovem a expressão emocional e a catarse, como induzem estados de relaxamento que reduzem os níveis de cortisol.