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Montenegro anuncia que aeroporto "Luís de Camões" será em Alcochete

Diogo Barreto
Diogo Barreto 14 de maio de 2024 às 20:05
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Montenegro anunciou que o projeto que foi aprovado em Conselho de Ministros esta terça-feira vai ser batizado "Luís de Camões"

O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou a escolha do campo de tiro de Alcochete como localização para o novo aeroporto de Lisboa. O novo aeroporto vai chamar-se "Luís de Camões".

O Governo decidiu seguir a recomendação da Comissão Técnica Independente (CTI) depois de Montenegro ter dito, antes das eleições, que a decisão poderia ser diferente daquela sugerida pela CTI. "O Governo decidiu aprovar o desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa com vista à substituição integral do Aeroporto Humberto Delgado no campo de tiro de Alcochete e atribuir-lhe a denominação de Aeroporto Luís de Camões", anunciou Montenegro.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Montenegro anunciou que o projeto que foi aprovado em Conselho de Ministros esta terça-feira vai ser batizado "Luís de Camões". A Terceira Travessia do Tejo nascerá em 2034, anunciou ainda Montenegro.

O Governo explicou hoje que o Campo de Tiro de Alcochete tem a vantagem de se localizar inteiramente em terrenos públicos, enquanto Vendas Novas requer expropriações, representando ónus adicional e permite, no futuro, crescer de duas para quatro pistas, caso haja necessidade.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que falou depois do primeiro-ministro, lembrou ainda que Alcochete já teve Declaração de Impacte Ambiental aprovada, atualmente caducada, e que é mais próximo de Lisboa, comparativamente a Vendas Novas, exigindo menos tempo e custos de deslocação.

O Governo apontou ainda como vantagem a proximidade de Alcochete às principais vias rodoviárias e ferroviárias, o que permite descentralizar o tráfego do centro de Lisboa.

Nos fundamentos do Governo para a decisão pesou ainda a possibilidade de acomodar os planos de expansão da TAP, que tem projeções preliminares de 190-250 aeronaves em 2050, sendo que as soluções duais podiam por em causa a sustentabilidade do 'hub' (plataforma de distribuição de voos).

O presidente social-democrata, Luís Montenegro, garantiu, antes de ser eleito, que a decisão seria tomada "nos primeiros dias" de Governo.

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