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Ministro da Defesa adianta que Portugal conta com efetivo de 24.517 militares

Lusa 14 de abril de 2026 às 20:59
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Nuno Melo insistiu numa reversão da tendência de queda, apesar de o número ainda estar longe do objetivo legal de 32 mil.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, adiantou esta terça-feira que Portugal tem atualmente 24.517 militares nas Forças Armadas, insistindo numa reversão da tendência de queda, apesar de o número ainda estar longe do objetivo legal de 32 mil.

Nuno Melo adianta que Portugal conta com efetivo de 24.517 militares
Nuno Melo adianta que Portugal conta com efetivo de 24.517 militares JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Estes números foram adiantados por Nuno Melo durante a sua audição regimental na Assembleia da República, altura em que afirmou que o país tinha 29.479 militares em 2015 e passou para 23.757 em 2023.

Agora, de acordo com Nuno Melo, o número ronda os 24.517, assinalando uma inversão da queda nos últimos anos.

O governante considerou que a tendência é "notável" mas deve ser encarada "sem euforias", realçando que é necessário continuar a investir em medidas para que se mantenha.

Este número continua longe do objetivo legalmente estabelecido e da meta que Nuno Melo apontou há cerca de dois anos, de atingir os 32 mil efetivos em 2028, mas o ministro disse acreditar numa relação de causalidade entre estes números e as medidas tomadas pelo executivo PSD-CDS desde que tomou posse.

Dos três ramos das Forças Armadas, Nuno Melo salientou apenas uma queda nos efetivos da Marinha, que registou 6.702 efetivos em 2024 e 6.644 em 2025.

Tal deve-se ao facto dos outros dois ramos terem quartéis e bases espalhadas por todo o território nacional e a Marinha concentrar as principais oportunidades para a formação na Base Naval de Lisboa.

Durante esta audição, que durou cerca de três horas, Nuno Melo foi também questionado pelo deputado da IL, Miguel Rangel, sobre as parcelas dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares reportados à NATO por Portugal.

Nuno Melo adiantou que os valores foram reportados seguindo os critérios da Aliança Atlântica, num total de 6.118 milhões de euros.

Segundo o governante, estes valores dividem-se em 4.114 milhões de euros "relativos à execução direta pelo Ministério da Defesa Nacional", 2.004 milhões de euros "relativos à execução direta de outras áreas governativas diretamente conectadas com a Defesa", onde se destacam as associadas a pagamentos de pensões militares, "cerca de 60% dos Ministérios da Defesa Interna, dos Negócios Estrangeiros, das Infraestruturas e Habitação, entre outros".

Interrogado pelo PSD sobre o papel das Forças Armadas no combate aos incêndios, Nuno Melo afirmou que existem militares neste momento em nove municípios do país (Sertã, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Batalha e Marinha Grande) a limpar terrenos e a recolher madeira de forma a minimizar os riscos dos fogos florestais após o temporal, que deixou pelo território "muito material inflamável".

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