Sábado – Pense por si

PASSATEMPOS

Descubra os novos desafios da SÁBADO

JOGAR

Mais de metade dos administradores do Banco de Portugal vem da Banca

Tese de doutoramento pioneira descreve as portas giratórias entre os regulados, os reguladores e a política, alertando para o perigo da captura dos órgãos de supervisão pelas entidades que são fiscalizadas.

Tinham passado pouco mais de dois meses da resolução do BES quando o director de supervisão prudencial do Banco de Portugal, Luís Costa Ferreira, abandonou o lugar. Para preencher o seu lugar, o Banco de Portugal foi buscar Carlos Albuquerque, director de um banco regulado pelo próprio Banco de Portugal, o BCP. Quase ao mesmo tempo houve uma mudança na chefia de Albuquerque: Pedro Duarte Neves saiu de administrador com o pelouro da supervisão prudencial e para o seu lugar entrou – directamente da administração de ouro regulado, o Banif – António Varela. Carlos Albuquerque ficou cerca de dois anos no regulador bancário, até sair directamente para outro regulado, a Caixa Geral de Depósitos, por convite de Paulo Macedo. Para ocupar o seu lugar, o Banco de Portugal recrutou precisamente o antecessor no cargo: Luís Costa Ferreira, que naquele intervalo foi sócio da auditora PwC. 

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login