Lesados do BES manifestam-se em Paris

Leonor Riso , Lusa 25 de fevereiro de 2017
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Mais de 10 mil clientes emigrantes reclamaram cerca de €728 milhões e acusaram o banco de lhes ter vendido produtos com risco

Este sábado, regista-se uma manifestação de emigrantes lesados do Banco Espírito Santo (BES) em Paris, a partir das 10h30 (9h30 em Lisboa). A AMELP - Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses quer que se encontre um mecanismo dirigido aos cerca de 2200 emigrantes que perderam dinheiro com a queda do BES e que não aceitaram a solução proposta em 2015.

Paulo Novais/Lusa

Segundo a agência Lusa, será mostrada em breve uma proposta comercial a estes emigrantes, a que podem aderir os que rejeitaram a primeira solução de há dois anos. "Os perto de 2.000 emigrantes que não foram destinatários de proposta formulada pelo Novo Banco correspondem ao conjunto de titulares de três das apontadas sociedades veículo a que o Novo Banco não conseguiu ainda aplicar e concretizar procedimento similar às demais que foram liquidadas. A Administração do Novo Banco fez saber ao Governo que estimava poder em breve ter condições para apresentar a estes cerca de 2.000 emigrantes uma proposta similar à que em 2015 foi apresentada", lê-se numa carta enviada pelo Executivo aos deputados do PSD José Cesário, Carlos Gonçalves e Carlos Páscoa.

Depois da resolução do BES, mais de 10 mil clientes emigrantes reclamaram cerca de €728 milhões e acusaram o banco de lhes ter vendido produtos com risco (acções de sociedades veículo).

Em 2015, foi feita uma proposta aos subscritores dos produtos Poupança Plus, Euro Aforro e Top Renda, aceite por cerca de 6 mil clientes (80%) que detinham €500 milhões. Duas mil pessoas não aprovaram a proposta e a outros dois mil (que subscreveram os produtos EG Premium e Euro Aforro10) não foi feita nenhuma.  

Lesados do papel comercial: prepara-se legislação

O Ministério das Finanças, a Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial, a Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), o Banco de Portugal e o BES estão a preparar a lei que cria o fundo privado que financiará as indemnizações para os lesados do papel comercial.

De acordo com a agência Lusa, o fundo será isento de custas judiciais. O objectivo é que os clientes lesados tenham o contrato até ao fim de Março – para isso, é necessário que o anteprojecto seja aprovado em Conselho de Ministros.

No contrato de adesão, só faltam pormenores técnicos como a denominação formal do fundo de indemnizações ou a sede, indica a agência noticiosa nacional.

A solução pretende que os 4 mil clientes sejam compensados em parte pelos €434 milhões investidos. 

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