Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, elogiou Portugal por aceitar o pedido dos Estados Unidos para utilizar a Base das Lajes no conflito com o Irão.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou este sábado o Governo de ter colocado o país numa "situação lamentável" no caso da utilização pelos Estados Unidos da América da Base das Lajes, nos Açores.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PSRui Minderico/Lusa
Em declarações aos jornalistas em Braga, à margem da apresentação do seu livro "Vencer os Tempos", Carneiro disse ainda sentir "tristeza pelo facto de não ter havido sentido de Estado do Governo português", mas sublinhou ser necessário ouvir os esclarecimentos do ministro dos Negócios Estrangeiros.
"Lamento que o Governo tenha colocado Portugal nesta posição lamentável, mas aguardamos pelas declarações [do ministro] que irão ser feitas na Assembleia [da República]", referiu.
Em causa estão declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na quinta-feira, quando elogiou Portugal por aceitar o pedido dos Estados Unidos para utilizar a Base das Lajes no conflito com o Irão.
Em entrevista à Fox News, Marco Rubio disse mesmo que essa autorização foi dada ainda antes de Portugal saber qual seria o pedido.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que "o pedido a Portugal para utilização da Base das Lajes só foi feito já depois do ataque ao Irão, sendo que o Governo português só autorizou mediante condições que foram logo tornadas públicas e que são conhecidas".
O líder do PS disse que, neste momento, sente "tristeza pelo facto de não ter havido sentido de Estado do Governo português".
"Espero que o ministro dos Negócios Estrangeiros, que vai à Assembleia da República a pedido do Partido Socialista, possa esclarecer os termos em que foi autorizado o uso da Base das Lajes, porque há uma declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros que desmente uma declaração do secretário de Estado norte-americano. Só que este é um assunto de grande importância de Estado e de grande relevo para o Estado português", acrescentou.
Para Carneiro, "um dos dois está a faltar à verdade".
"Vamos aguardar pela ida do ministro dos Negócios Estrangeiros à Assembleia da República, reiterou.
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