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Jorge Pinto diz que apoiará qualquer candidato contra Ventura na segunda volta

Lusa 08 de janeiro de 2026 às 19:26
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Jorge Pinto explicou que não está confortável com um candidato que "disse na Assembleia da República que queria acabar com a segunda República".

O candidato presidencial Jorge Pinto anunciou esta quinta-feira que, caso André Ventura chegue à segunda volta das eleições, declarará o seu apoio a qualquer candidato que concorra contra o líder do Chega.

Jorge Pinto fala fala aos jornalistas no final de uma reunião com dirigentes da Associação Académica de Lisboa.
Jorge Pinto fala fala aos jornalistas no final de uma reunião com dirigentes da Associação Académica de Lisboa. MARCOS BORGA/LUSA Assinatura:MARCOS BORGA

"A única coisa que digo é que, caso o candidato da extrema-direita passe - coisa que eu duvido seriamente, mas caso ele passe -, eu apoiarei qualquer outro candidato contra ele", disse, após ser questionado sobre se já tinha definido o que fará no dia após as eleições caso não chegue à segunda volta.

Jorge Pinto, que falava aos jornalistas na associação Mobility Friends, em Barcelos, explicou que não está confortável com um candidato que "disse na Assembleia da República que queria acabar com a segunda República possa ser quem vai representar a República".

"As coisas são incongruentes. A bota não bate com a perdigota e, portanto, qualquer candidato que se oponha ao candidato da extrema-direita terá o meu apoio. Tudo o resto são cenários hipotéticos", acrescentou.

O candidato apoiado pelo Livre reiterou que a sua candidatura irá até ao fim, até porque "os portugueses já estão a votar" em antecipação e, após uma visita a um projeto financiado com fundos europeus, sublinhou a sua visão para um país, "em paralelo, regionalista e europeísta".

Para Jorge Pinto, o país deve "abrir as portas a quem quer sair de Portugal para ganhar novas experiências e conhecimentos, mas também para aqueles que querem entrar e fazer com que possam ir não apenas para o Porto ou para Lisboa, mas também para Barcelos e o Minho".

"Uma vez mais, outra promessa cumprida, quando eu dizia no dia 1 de novembro que vinha para marcar a agenda e marquei-a, porque mais ninguém, como eu, falou de regionalização. Um imperativo que continua por cumprir, que já poderia ter sido cumprido e avançado quando a esquerda tinha maioria parlamentar e todos os partidos de esquerda são, em teoria, favoráveis à regionalização", disse.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

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