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Jorge Pinto aceita voto em candidatura "mais útil"

"O que me moveu nesta candidatura foi marcar agenda, foi dizer que é uma maneira diferente de fazer política e foi mostrar que é importante, que é essencial, defender a nossa democracia", afirmou.

O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje aos eleitores que "votem livremente" e afirmou que percebe que os eleitores votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo".

Jorge Pinto critica participação de Ventura e Mendes no Conselho de Estado
Jorge Pinto critica participação de Ventura e Mendes no Conselho de Estado HUGO DELGADO/LUSA

Em declarações aos jornalistas durante uma arruada no Porto, Jorge Pinto afirmou que, dado o risco de ter uma segunda volta entre um "candidato antidemocrático" e outro "demasiado próximo do Governo", percebe as dúvidas dos eleitores e que respeitará quem vote "numa candidatura que ache que é mais útil para impedir este cenário".

Jorge Pinto disse que a sua nova forma de fazer política inclui validar a opção de quem "vota por medo" de uma segunda volta com candidatos que "assustam" e acrescentou que está disposto a "prejudicar a sua candidatura para preservar e proteger o futuro do país".

"O que me moveu nesta candidatura nunca foi ter o melhor resultado possível, nunca foi ser, ficar à frente de um determinado candidato, o que me moveu nesta candidatura foi marcar agenda, foi dizer que é uma maneira diferente de fazer política e foi mostrar que é importante, que é essencial, defender a nossa democracia, defender a nossa República, defender a nossa Constituição", disse.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre sublinhou que as dúvidas sobre quem passará à segunda volta influenciarão a votação em si, deixando o apelo aos eleitores para que "votem livremente e de acordo com as suas consciências".

"Se isso levar a que votem em mim, fico muito feliz. Se levar a que votem noutras candidaturas, com medo e esperando que elas passem à segunda volta, cá estarei também para reconhecer e estar confortável com isso também. Porque é a decisão dessas pessoas, consciente e informada. E cá estarei também para compreender e aceitar", enfatizou.