João Ferreira, um homem triste com bons resultados

João Ferreira, um homem triste com bons resultados
Marco Alves 27 de setembro de 2021

O candidato que liderou a coligação da CDU em Lisboa bem negou, mas era inegável o seu semblante carregado, pese embora as projeções favoráveis.


João Ferreira terá sido um dos vencedores da noite autárquica em Lisboa (à hora a que falou aos jornalistas ainda não eram conhecidos os resultados oficiais), mas refugiou-se na incerteza desses mesmos resultados para fugir a duas grandes questões da noite. A primeira é um possível regresso da direita ao poder (uma derrota em toda a linha da esquerda face às sondagens) e a segunda é o arrependimento por não ter aceitado uma coligação pré-eleitoral com o PS, como foi avançado há meses.

Ainda assim, às 23h30, as projeções apontavam para um reforço da posição da CDU na capital. Não só estava afastado o cenário de perda de um vereador (como algumas sondagens davam como possível), como a coligação teria subido para os dois dígitos na cidade, superando assim os 9,55% que obteve nas Autárquicas em 2017.

O ambiente no edifício da campanha, no chamado Hotel Vitória, na Avenida da Liberdade, foi de silêncio e frieza entre as poucas pessoas presentes – não mais do que 25. A declaração de Jerónimo de Sousa, vista na sala através da televisão, de que as projeções apontavam para um resultado aquém das expetativas, foi apenas a confirmação desse ambiente. A perda de Almada e um possível regresso da direita ao poder em Lisboa foram um balde de água fria.

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