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IPMA antevê um domingo "mais pacífico" em vento mas ainda com chuva

Tempo finalmente começar a vai melhorar.

O estado do tempo vai melhorar gradualmente a partir do final da tarde deste sábado, prevendo-se um dia de domingo "mais pacífico" em termos de vento, mas ainda com precipitação que aumentará ao final do dia, segundo o IPMA.

Chuva continua amanhã
Chuva continua amanhã Diogo Barreto

Em declarações à Lusa, o meteorologista Bruno Café, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), explicou que no dia de hoje ainda "continuamos com precipitação, embora já em regime de aguaceiros em todo o território", sendo uma situação diferente da registada durante a noite e manhã, que foi "mais persistente e mais intensa".

"Neste momento, ainda temos aviso amarelo de precipitação a norte de Leiria, inclusive. É um aviso que se prolonga até às 21:00", disse o meteorologista, frisando ser a zona onde se espera que os aguaceiros "sejam mais intensos".

Quanto ao vento, ainda é "bastante intenso", em particular, no litoral sul de Aveiro, com rajadas nas últimas horas "que têm rondado os 70 a 80 km por hora, pontualmente um bocadinho mais elevadas em alguns locais".

De acordo com o meteorologista, as rajadas podem chegar durante este período até aos 120 km por hora, em Braga, Porto, Aveiro e Coimbra e com menos intensidade em Viana do Castelo e Leiria.

"Temos a depressão Marta já bastante próxima do continente. Irá entrar agora, durante as próximas horas, mais ou menos na região do Minho e a sul da depressão é onde se espera o vento mais forte até às 21:00, daí a emissão do aviso laranja. Depois, a partir daí, há um enfraquecimento do vento", explicou.

Para domingo, Bruno Café explicou que será "um dia mais pacífico, por assim dizer, em termos de vento", sublinhando que o "vento diminui bastante", mas ainda se mantém a "precipitação, de um modo geral, durante o dia".

"Vai diminuindo geralmente durante a noite, até o início da manhã [de domingo]. Poderá ocorrer ainda pontualmente, a partir da manhã, em particular no litoral norte e centro. E depois, a partir do meio da tarde, final da tarde, volta outra vez a aumentar a precipitação", precisou.

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No entanto, apesar da presença da precipitação, na maior parte do dia do domingo "há uma pausa, quer em termos de vento, quer em precipitação".

Na segunda-feira, a precipitação ainda se mantém devendo ser "mais intensa na região sul até o final da manhã e depois, no litoral norte e centro, a partir da tarde", avançou.

A tendência para a próxima semana é que na terça e na quarta-feira sejam os dias "com mais precipitação, temporariamente forte e persistente em especial no litoral norte e centro".

O anticiclone dos Açores deverá estender a sua influência para a região sul a partir de quarta-feira, segundo o especialista, referindo haver "uma tendência para a precipitação ficar mais restrita ao litoral norte e centro e menos na região sul.

O anticiclone dos Açores, grande centro de altas pressões atmosféricas, que costuma estar perto dos Açores, tem estado mais a sul, o que criou um 'corredor' para as depressões que se geram no Atlântico Norte virem para leste, nomeadamente para Portugal.

Segundo explicou à Lusa Pedro Matos Soares, físico da Atmosfera e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com uma conjugação de anticiclones persistentes nas latitudes elevadas (Escandinávia), este fenómeno permite haver uma faixa por onde estão a passar as tempestades.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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