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Greve Climática Estudantil vai tentar paralisar escolas a partir de segunda-feira

Luana Augusto
Luana Augusto 16 de novembro de 2025 às 19:14
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Objetivo é pedir o fim do uso dos combustíveis fósseis até 2030. Protesto inicia-se segunda-feira e decorre até dia 22.

Alguns membros da Greve Climática Estudantil (GCE) vão tentar paralisar as escolas já a partir de segunda-feira, 17 de novembro, com o objetivo de pedir o fim da exploração e uso de combustíveis fósseis até 2030. Nas redes sociais, o grupo já está a apelar à participação dos jovens nesta iniciativa. "Sai da tua aula e junta-te à luta pelo tem futuro."

Estudantes da Greve Climática Estudantil protestam pelo fim dos combustíveis fósseis nas escolas
Estudantes da Greve Climática Estudantil protestam pelo fim dos combustíveis fósseis nas escolas Pedro Catarino

Para segunda-feira estão previstas concentrações na escola Ribeiro Sanches, em Penamacor. O mesmo irá acontecer na escola António Arroio, em Lisboa, onde a paralisação se deverá iniciar pelas 10h30.

"Vou paralisar a escola [António Arroio] porque acredito que o plano do Fim ao Fóssil é o único que nos garante um futuro", disse Salomé, do núcleo Fim ao Fóssil, num vídeo publicado no Instagram da Greve Climática Estudantil.

A Salomé junta-se também Jay, que afirma que irá paralisar a mesma escola para "passar a mensagem de que o Governo está a vender o nosso futuro" e a mesma justificação é dada por Alex, que diz acreditar que "enquanto estudantes temos direito a um futuro e a lutar por ele". Já Leo, deixa a mensagem que esta "é a única forma de defender o nosso futuro".

À Greve Climática Estudantil irá juntar-se também a Climáximo, que a 22 de novembro (dia em que deverá terminar a COP30), pelas 15h, realiza uma manifestação climática no Largo do Camões, em Lisboa. "Ou acabamos com a indústria fóssil nos próximos cinco anos, como nos diz a ciência, ou o colapso climático vai matar mais milhares de milhões de pessoas comuns e condenar as que restarem à miséria total", lê-se na legenda de uma .

O professor Miguel Dias e membro da Climação Centro também se mostrou solidário para com esta ação apelou à participação de todas as pessoas nesta manifestação. "Precisamos de um sobressalto cívico para obrigar os governantes a implementar as políticas que necessitamos para fazer uma transição justa. Só através da pressão política, só através da visibilidade nas ruas, é que podemos alcançar este objetivo", afirmou num vídeo.

Os protestos irão decorrer entre os dias 17 e 22 de novembro.

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