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Governo da Madeira introduziu gado controlado nas serras do Funchal para prevenir incêndios

Lusa 24 de março de 2026 às 18:10
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As ovelhas sapadoras ajudam a prevenir incêndios, mantendo os terrenos limpos numa faixa corta-fogo ao longo do Caminho dos Pretos.

O Governo da Madeira concluiu uma intervenção numa área florestal de 66 hectares, no Funchal, no âmbito da faixa corta-fogo, que incluiu ações de limpeza e a introdução de 300 cabeças de gado, indicou esta terça-feira o chefe do executivo.

Ovelha
Ovelha Sam Carter/Unsplash

Miguel Albuquerque realçou que o objetivo de ter gado controlado é manter os terrenos limpos, uma vez que as espécies infestantes crescem mais rapidamente do que a capacidade de corte de árvores e de limpeza dos terrenos.

O presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP) falava aos jornalistas no decurso de uma visita ao local intervencionado, no Montado dos Louros, na freguesia do Monte.

De acordo com Miguel Albuquerque, outras áreas da faixa corta-fogo do Caminho dos Pretos, nas serras do Funchal, vão ter gado vedado, estando também prevista a plantação de árvores de fruto em algumas zonas mais à sul.

Esta operação de limpeza foi executada no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira (PRODERAM2020).

"O terreno é privado, as ovelhas também são privadas, mas conciliamos todos estes interesses no sentido de garantir que esta faixa corta-fogo vem minimizar os efeitos devastadores dos fogos florestais, sobretudo durante o verão, e vem garantir maior segurança à cidade do Funchal", realçou Albuquerque.

O presidente do Governo Regional adiantou que já foram encomendados 14 quilómetros de vedação no âmbito desta decisão de introdução do gado ordenado para mitigar incêndios florestais.

A faixa corta-fogo ao longo do Caminho dos Pretos, numa extensão superior a 600 hectares, visa criar de uma zona tampão de vegetação de baixa combustibilidade, diminuir o grau de vulnerabilidade da população do Funchal aos incêndios florestais e dotar a zona de meios que facilitem os trabalhos das corporações de bombeiros.

Em junho do ano passado, numa visita a uma das zonas de intervenção, Miguel Albuquerque reconheceu que a faixa corta-fogo, que contava com cerca de 300 hectares intervencionados, é um trabalho que vai durar uma ou duas gerações.

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