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Governo atribui promoções a militares, mas diz que despesa não aumenta

15 de dezembro de 2020 às 12:02
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As referidas promoções anuais eram uma pretensão há muito reclamada pelas associações profissionais de militares devido ao costumeiro atraso na sua aprovação.

O ministro da Defesa Nacional confirmou hoje a aprovação de perto de 6.000 promoções anuais dos militares das Forças Armadas, mais quase mil do que em 2019, mas sublinhou que a despesa se manteve a mesma.

"Todos os anos há promoções, naturalmente. Este ano tivemos o maior número de promoções desde há muitos anos, com particular ênfase nos postos mais baixos: menos oficiais e sargentos, mais praças promovidos. Algo fundamental para que os nossos militares possam ver reconhecido o seu esforço e direitos de carreira", disse.

João Gomes Cravinho respondia a questões dos jornalistas após a cerimónia simbólica de homenagem à guarnição da fragata Corte-Real, que regressou a Lisboa depois de comandar quase seis meses uma missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

"Apesar de vivermos tempos de crise não tenho ouvido ninguém dizer que se devem congelar carreiras. Isso foi feito em outros momentos e não é a opção deste Governo. Apesar de serem em maior número as promoções deste ano, a despesa não é maior porque foram promovidas mais as pessoas de postos mais baixos", defendeu, quando questionado sobre se estas promoções podiam ser mal-entendidas pela população em geral.

O jornal diário Correio da Manhã noticiou hoje que já foram despachadas pela secretária de Estado do Orçamento 5.895 promoções relativas a 2020 e com efeitos a 01 de novembro, mais 19% do que em 2019.

As referidas promoções anuais eram uma pretensão há muito reclamada pelas associações profissionais de militares devido ao costumeiro atraso na sua aprovação.

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