A atividade sísmica encontra-se ligeiramente acima do normal, alerta o CIVISA.
O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) elevou esta sexta-feira para V1 (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável) o alerta vulcânico no canal Faial - Pico, no grupo Central açoriano.
Açores, Ilha do Pico
Segundo um comunicado do CIVISA, a subida do alerta vulcânico de V0 (sistema vulcânico em fase de repouso) para V1 justifica-se "considerando que a atividade sísmica se encontra ligeiramente acima do normal" na zona em causa.
O CIVISA adianta que "desde o dia 1 de abril se tem estado a registar atividade sísmica de baixa magnitude numa zona localizada ao longo de uma linha estrutural de direção NE-SW [nordeste - sudoeste] que se estende ao longo do canal Faial - Pico, desde W [oeste] da Madalena até N [norte] do Lagido, abrangendo o Sistema Vulcânico Submarino do Cachorro".
"A profundidade dos eventos distribui-se, verticalmente, desde os 20 quilómetros até perto da superfície", referiu.
A escala de alertas vulcânicos utilizada pelo CIVISA tem oito níveis, em que V0 significa sistema vulcânico em fase de repouso e V7 erupção magmática ou hidromagmática em curso.
O V1 em vigor no canal Faial - Pico (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável) significa que existe "atividade fraca, ligeiramente acima dos níveis de referência, de origem tectónica, hidrotermal e/ou magmática".
"A qualquer momento a atividade pode intensificar ao nível da sismicidade, pode alterar-se o padrão de desgaseificação e/ou podem ocorrer movimentos de vertente, 'lahars' secundários ou explosões de vapor", acrescenta.
Ainda de acordo com o CIVISA, se a atividade se verificar no mar, "podem registar-se erupções submarinas sem outros sinais premonitores detetáveis pelas redes de monitorização existentes".
Na quarta-feira foi sentido um sismo de magnitude 3,0 na escala de Richter nas ilhas do Pico e do Faial. Segundo o CIVISA, o abalo foi registado às 02:13 locais (03:13 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de sete quilómetros a noroeste de Bandeiras, no concelho da Madalena, na ilha do Pico.
O sismo foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli Modificada) em Madalena (ilha do Pico) e com intensidade II/III em Ribeirinha, Matriz, Castelo Branco e Praia do Almoxarife, no concelho da Horta (ilha do Faial). O abalo também foi registado nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
No domingo, foi sentido outro abalo, na ilha do Faial, com a magnitude de 2,7 na escala de Richter. O sismo foi registado às 11:52 (12:52 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a norte de Madalena, na ilha do Pico.
O CIVISA indicou que "foi sentido com intensidade máxima II/III (Escala de Mercalli Modificada) em Salão, Matriz e Feteira (concelho de Horta)".
Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).
A escala de Mercalli Modificada mede os "graus de intensidade e respetiva descrição".
Com uma intensidade III o abalo é considerado fraco, é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, sentindo-se uma "vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados", descreve o IPMA na sua página da internet.
Já com uma intensidade II, considerado muito fraco, o sismo é "sentido pelas pessoas em repouso nos andares elevados de edifícios ou favoravelmente colocadas".
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