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Diva Ribeiro, de professora a deputada polémica do Chega

Eleita por Beja, foi denunciada por agressões e criticada pelo que disse sobre a deputada socialista Ana Sofia Antunes.

Diva Ribeiro disse em 2024 que queria ser "a voz que o distrito de Beja nunca teve": contudo, tornou-se uma voz polémica desde que em novembro de 2024, foi acusada pela ex-mulher do seu atual companheiro de agressão, e em fevereiro, foi criticada e acusada de ter desrespeitado e ofendido Ana Sofia Antunes, do PS, que é invisual.  

Diva Ribeiro
Diva Ribeiro COFINA MEDIA

Uma entre os 49 deputados do Chega na Assembleia da República (AR), pertence à Comissão de Educação e Ciência e é suplente na Comissão de Saúde da AR. Até ser eleita pelo círculo eleitoral de Beja em 2024, a deputada de 54 anos era professora de Matemática num colégio privado em Vila Nova de Milfontes. À CNN, na altura, contou que é mãe de duas raparigas, uma adolescente e outra na casa dos 20 que estuda Medicina. 

Nascida a 20 de outubro de 1970, licenciou-se em Matemática pela Universidade de Évora. Foi numa IPSS que começou a dar aulas, passando ainda pelo Instituto de Emprego de Beja, antes do colégio. 

Benfiquista, segundo imagens no seu Facebook, foi durante anos militante do PSD como o líder do seu atual partido André Ventura. Há cerca de cinco anos aderiu ao Chega. "Fui com 12 anos para a JSD e fui militante até há quatro anos", contou à CNN em 2024, assegurando que iria levar o tema da agricultura, "o motor económico do distrito" de Beja, ao Parlamento. 

Nos requerimentos em que participou, a maioria refere-se à atividade da agropecuária, nomeadamente o swap de quotas de pesca, à doença da língua azul que dizimou rebanhos ao longo do Alentejo, e ao desaparecimento de gatos em colónias em Vila Nova de Gaia. 

Através de informação recolhida pela SÁBADO ao consultar o portal da Entidade para a Transparência, foi possível determinar que Diva Ribeiro apenas declara uma habitação. 

Divorciada, foi acusada em novembro de 2024 de agressão pela antiga mulher do seu atual companheiro. A mulher em causa mora no mesmo prédio que a deputada em Beja e garantiu que a deputada a agrediu violentamente nos braços e que necessitou de assistência hospitalar. Num documento hospitalar a que o CM teve acesso, lê-se que "a mulher de 60 anos, refere ter sido agredida no membro superior direito. Apresenta duas equimoses no braço em resultado dessa agressão". Na altura, a vítima apresentou queixa por agressões e insultos, e desde então ainda não a retirou. 

Na sessão plenária de dia 13 de fevereiro, durante um debate relacionado com um projeto de lei do PS, sobre a inclusão de estudantes com necessidades especiais no ensino superior, a deputada do Chega acusou Ana Sofia Antunes, deputada do PS, que tem deficiência visual, de só intervir em assuntos relativos à deficiência. Ainda na sequência da intervenção da deputada do PS e antiga secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência. 

Após a sessão, o PS repudiou o incidente e Ana Sofia Antunes criticou as ações de Diva Ribeiro. "Ontem no plenário da Assembleia da República fui desrespeitada enquanto pessoa com deficiência, sou uma pessoa cega congénita", disse. A deputada considerou "mais grave" que, através das acusações feitas pela deputada do Chega, foram "no plenário, ofendidas todas as pessoas com deficiência rotuladas como incapazes, inábeis ou incompetentes".

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