A morte de uma menina de 18 meses esta quinta-feira no interior de uma viatura de um colégio, na Avenida do Cristo Rei, em Almada, traz à memória outros casos trágicos dos últimos anos. Deixar uma criança dentro do carro num dia de calor, mesmo por breves minutos, pode ser fatal. Neste caso, a menina esteve 7 horas ao sol.
Temperatura dentro do carro num dia de calor pode ser fatalAP
Agosto de 2024
Em Felgueiras um bebé de 15 meses ficou esquecido no carro enquanto o pai foi trabalhar. A criança foi resgatada com vida após várias horas, sofrendo de queimaduras solares de primeiro grau e desidratação severa. Terá sido o pai, quando saiu do trabalho para ir almoçar, que se apercebeu que não tinha deixado a criança no infantário.
Setembro de 2023
Uma menina de 10 meses morreu em Almada depois de o pai se ter esquecido dela no banco de trás do carro. O progenitor estacionou a viatura no parque de estacionamento da Faculdade de Ciências e Tecnologia, no Monte da Caparica, onde era professor, e só se lembrou dela a meio da tarde, quando foi dado o alerta. Era suposto tê-la levado à creche de manhã, mas seguiu diretamente para o trabalho onde estacionou, sem se aperceber que a menina ainda estava no carro. A criança, que foi encontrada por um estudante (que ainda fez manobras de reanimação) não resistiu.
Maio 2021
Uma menina de 2 anos ficou esquecida pela mãe dentro de um carro no centro de Lisboa. A progenitora, gestora de profissão, saiu de casa de manhã para deixar os três filhos na escola, mas apenas deixou os irmãos mais velhos, na altura com cinco e sete anos. A menina estava numa cadeirinha colocada atrás do banco do condutor e ficou esquecida quando a mãe regressou a casa, onde estava em teletrabalho. Foi uma funcionária que a alertou para o facto de a criança não estar na creche. Quando foi encontrada já nada havia a fazer, morreu devido a um golpe de calor, desidratada.
Março de 2009
Em Aveiro um bebé de nove meses morreu depois de ter ficado cerca de três horas fechado no carro num dia de muito calor. O pai, programador informático, esqueceu-se de o deixar no jardim de infância situado nas imediações do seu local de trabalho. O aviso foi dado por funcionárias do próprio infantário, que estranharam a ausência do bebé e telefonaram ao pai. Chegou a ser indicado por homicídio por negligência mas o homem, que manifestou sempre um grande sentimento de culpa, acabou por não ser julgado. O Ministério Público mostrou alguma condescendência, defendendo que a culpa de perder o filho era punição suficiente.
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