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Exames: Pedidos de reapreciação de prova aumentam 43% para 8.900

No ano passado, registaram-se cerca de 6.200 pedidos de revisão na primeira fase.

O Ministério da Educação recebeu até esta sexta-feira cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43% do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou esta sexta-feira o ministro, Fernando Alexandre.

Exames nacionais envoltos em polémica
Exames nacionais envoltos em polémica Ricardo Ponte

"Com toda a incerteza que existiu" com o processo de classificação digital, houve 8.900 pedidos de reapreciação das provas, contra os cerca de 6.200 do ano passado, disse o ministro, quando ainda decorre o prazo para a reapreciação de provas dos alunos que tiveram acesso às provas mais tarde.

Até quinta-feira à noite, estavam ainda por resolver cerca de 600 casos de alunos que tinham recebido uma prova "que não correspondia na totalidade ao seu caso", revelou ainda Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas na Universidade do Minho, à margem da cerimónia de criação do Consórcio de Escolas de Ciências (CEC).

"Espero que hoje ao final da manhã tivéssemos menos e que idealmente hoje todos os casos da primeira fase fiquem resolvidos, o que significaria um atraso, face àquilo que é habitual, de uma semana ou menos", acrescentou.

Na quarta-feira à noite, o ministro tinha dito terem sido reportados problemas com 680 exames, apontando este número como sendo residual num universo das cerca de 290 mil provas realizadas. Fonte oficial do Ministério disse entretanto à Lusa que esse número subiu para 820.

Os alunos têm dois dias úteis para pedir a reapreciação após receberem as provas para consulta. A grande maioria teve os exames durante o fim de semana, mas ainda há estudantes sem notas atribuídas ou sem acesso às provas. Por isso, o período para pedir a reapreciação ainda está a contar para alguns alunos.

Sobre a segunda fase dos exames, que começou na terça-feira e termina esta sexta-feira, o ministro afirmou que está a decorrer com normalidade. "As digitalizações estão a decorrer com toda a normalidade, os classificadores receberão as provas, como previsto, na segunda-feira e penso que sem erros", referiu.

O governante disse acreditar que a maioria da comunidade educativa "percebeu, foi percebendo ao longo dos dias, que o sistema garante todo o rigor, garante toda a confiança e sobretudo tem uma transparência que nunca teve".

Reiterou que nenhum aluno será prejudicado pelas perturbações que surgiram no processo de correção das provas. "Nós damos todas as garantias de que os alunos, no final, terão a nota justa", afirmou.

Vincou que o ministério que tutela "vai continuar a inovar", corrigindo os erros. "Vamos continuar a inovar, não vamos continuar agarrados a um método que não aproveita as vantagens do digital. Nós temos de fazer o país avançar e temos de conseguir lidar com o erro, temos de o corrigir, temos de dar, obviamente, confiança às famílias", disse ainda.

Sobre a manifestação de estudantes agendada para a tarde desta sexta-feira em Lisboa, Fernando Alexandre afirmou não sentir que haja contestação. "Respeitamos as manifestações, tem havido algumas manifestações, mas confesso que, respeitando, ouvindo, eu não sinto que haja uma contestação, porque os alunos, como eu dizia há pouco, mais de 99,99% dos alunos têm a sua nota e estão tranquilos", referiu. Sublinhou ainda que "há ruído desde o início": "Ainda o processo não tinha começado e já havia manifestações contra o digital".

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