Eduardo Cabrita assinalou "o notável sentido de responsabilidade" da Igreja Católica devido à pandemia.
O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, manifestou hoje a convicção de que este ano não haverá a presença de peregrinos no Santuário de Fátima, devido à pandemia de covid-19, assinalando "o notável sentido de responsabilidade" da Igreja Católica.
"Estou certo de que também aqui o notável sentido de responsabilidade que tem sido demonstrado pela Igreja Católica se manterá", afirmou o governante, no final de uma reunião sobre a pandemia da covid-19 no Alentejo.
Questionado pelos jornalistas se haverá necessidade de voltar a proibir as deslocações para fora dos concelhos de residência de forma a evitar a presença de peregrinos em Fátima, Eduardo Cabrita respondeu: "Julgo que não".
"Este ano esse tipo de deslocações não se estão a realizar", acrescentou.
O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Miguel Borges, defendeu hoje que o Governo deve voltar a proibir as deslocações para fora dos concelhos de residência de forma a evitar a presença de peregrinos em Fátima.
Apesar dos apelos para que os peregrinos não se desloquem ao recinto a 12 e 13 de maio e de vigorar o dever cívico de recolhimento domiciliário, devido à pandemia de covid-19, o responsável considerou que "seria de bom senso fazer o mesmo que foi feito no fim de semana da Páscoa e do 01 de Maio".
No final da região sobre o ponto de situação da pandemia da covid-19 no Alentejo, realizada em Beja, o ministro elogiou entidades e instituições, considerando que "contribuíram decisivamente para os resultados meritórios" da região.
"O Alentejo tem menos de 1% das pessoas infetadas a nível nacional e tem uma vítima mortal a lamentar, mas este esforço não terminou", avisou o titular da pasta da Administração Interna.
No Alentejo, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), há 220 casos de infeção confirmados e registo de um morto associado à covid-19.
Portugal contabiliza 1.089 mortos associados à covid-19 em 26.182 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.
Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.
Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
Covid-19: MAI acredita que não haverá peregrinos em Fátima
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