Ciclistas insistem em máximo de 30 km/h em zonas urbanas após acidente fatal

Ciclistas insistem em máximo de 30 km/h em zonas urbanas após acidente fatal
Leonor Riso 30 de junho

Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi) lamenta "negligência política inadmissível" da CML. A 26 de junho, uma ciclista morreu atropelada.


A 26 de julho, um carro atropelou Patrizia Paradiso, de 37 anos, na Avenida da Índia, em Lisboa. Patrizia, grávida de cinco meses, circulava de bicicleta. Do sul de Itália, tinha vindo para Portugal há 14 anos, onde fez o mestrado e doutoramento. Era investigadora em engenharia de metais no Instituto Superior Técnico. Patrizia Paradiso não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida no hospital. 

Para 3 de julho, está marcada uma vigília pelo fim dos atropelamentos como o que matou Patrizia Paradiso, que será assinalada em várias cidades do País. Em Lisboa, acontece no local onde se deu o acidente no dia 26. Para a Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi), a Avenida da Índia é "um troço onde a velocidade permitida por lei é infringida de forma persistente". "A coexistência de bicicletas e automóveis em segurança é dependente do número de veículos e da sua velocidade de circulação. É da responsabilidade do gestor da infraestrutura, a CML, a garantia da segurança e conforto de todos os modos de transportes em toda a sua rede viária." Mas até agora, responsabilizam-se os utilizadores das vias com uma "negligência política inadmissível".

Além da MUBi, 27 outras organizações da sociedade civil organizaram a vigília. "Terá motivações únicas e pessoais para cada um dos participantes, mas repete a tristeza e pesar de forma simbólica por parte da sociedade civil. Da parte da MUBi será principalmente um apelo à responsabilização política e exigência de medidas urgentes e consequentes por parte de governos e autarquias que deveriam ter como prioridade e responsabilidade a segurança de todas as pessoas", explica à SÁBADO fonte oficial da MUBi.

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