Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Chega quer movimento Antifa classificado como terrorista

Lusa 23 de março de 2026 às 15:56
As mais lidas

O partido pede também que seja reforçada a "cooperação com entidades internacionais e intensifique os mecanismos de monitorização e prevenção em território nacional".

O Grupo Parlamentar do Chega pediu esta segunda-feira ao Governo que promova, junto da União Europeia e da Organização das Nações Unidas, a classificação do movimento Antifa como organização terrorista, alegando tratar-se de uma ameaça à segurança nacional e internacional.

André Ventura discursa no Parlamento
André Ventura discursa no Parlamento ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Em comunicado, a bancada do Chega argumenta que o movimento Antifa (diminutivo de antifascista) "configura uma rede internacional descentralizada de grupos de matriz ideológica radical, com presença em diversos países, incluindo Portugal" e está associado a "práticas de violência, intimidação e destruição de propriedade, bem como a ações organizadas que colocam em causa a estabilidade institucional".

"Em território nacional existem estruturas identificadas pelas autoridades, nomeadamente pela Polícia Judiciária e pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS), com atividade concentrada em grandes centros urbanos e com presença em ambientes universitários e digitais", diz o partido liderado por André Ventura sobre este movimento de extrema-esquerda.

O Chega recomenda ao Governo que "promova, junto da União Europeia e da Organização das Nações Unidas, a classificação do movimento Antifa como organização de caráter terrorista, enquadrando as suas ações no âmbito das ameaças à segurança nacional e internacional".

O partido pede também que seja reforçada a "cooperação com entidades internacionais e intensifique os mecanismos de monitorização e prevenção em território nacional, nomeadamente através das forças e serviços de segurança, incluindo PJ, PSP, GNR e SIS" e que se "avalie a aplicação dos instrumentos legais já existentes no ordenamento jurídico português no combate a fenómenos de violência organizada".

O Chega aponta "exemplos internacionais recentes", nos Estados Unidos, França e Alemanha, que "evidenciam a dimensão e perigosidade do fenómeno" e diz que neste países as "autoridades têm vindo a reforçar mecanismos de monitorização e combate a grupos associados ao Antifa".

Para o Chega, " a proteção da ordem democrática, da segurança dos cidadãos e das instituições exige uma resposta clara, coordenada e eficaz face a fenómenos que possam colocar em causa esses valores fundamentais".

Em novembro de 2025, o Departamento de Estado norte-americano designou como organizações terroristas grupos de extrema-esquerda na Alemanha, Itália e Grécia, no âmbito da ofensiva do Presidente Donald Trump contra o chamado movimento 'Antifa'.

Siga-nos no .  

Artigos Relacionados